Não foi tempo perdido - Coluna Extra

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domingo, 12 de maio de 2013

Não foi tempo perdido

Para quem leu as edições da revista Bizz entre 85 e 90, com várias reportagens sobre as origens da Legião Urbana e sobre o tal rock de Brasília, Somos tão jovens não traz grandes novidades. Incomoda um pouco o fato de ser uma cinebiografia autorizada pela família de Renato Russo e por Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, guitarrista e baterista da banda, respectivamente. Nesses casos, as licenças poéticas ficam sempre sob suspeita. O baixista Renato Rocha, por exemplo, expulso da banda depois do disco Que país é este? é ignorado pelo filme.

Mas o lado bom desse tipo de filme - preservar a obra de um grande artista - compensa.

Depois de tantas coletâneas caça-níquel, tributos tortos (isso, por exemplo, é uma merda), um cata-espólio sem precedentes, ganhamos um motivo novo, diferente, inspirador para ouvir e tocar Legião no carro, em casa, na reunião da turma do colégio, no luau...

Faltou um capricho maior na escolha do elenco jovem que forma as bandas que surgiram no embalo do Aborto Elétrico. Todos muito fracos, inexpressivos com exceção ao que interpreta o baterista Fê Lemos. Mas ok, não foi tempo perdido...

Assista ao trailer.



Agora é esperar pelo filme Faroeste Caboclo, baseado na música de Renato e que estreia dia 30 de maio. Promete.


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