Para apertar o botão “refletir” - Coluna Extra

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Para apertar o botão “refletir”

Além de tudo o que já foi dito sobre a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, era preciso também uma reflexão a respeito de como as redes sociais colocam as pessoas em verdadeiras encruzilhadas quando o assunto em questão tem a ver com perda, morte, tristeza. É disso o que trata o texto que o jornalista Bruno Volpato, que é um dos editores da equipe que trabalha comigo na redação online do Grupo RIC, publicou hoje no Laranjas News, o site de humor do qual ele é um dos fundadores, que recomendo e muito a leitura.

Eu receberia as piores notícias das teclas do seu computador

Sei tudo o que pensam meus amigos. Sei o que andam fazendo, como vão seus empregos e seus relacionamentos. Sei que filmes viram recentemente e a que shows irão nos próximos meses. Sei tudo isso, mas não me sento a uma mesa com quase nenhum deles para almoçar ou tomar uma cerveja há muito tempo, nem mesmo com aqueles que considero mais próximos. Devo agradecer ao Facebook por me manter informado sobre meus grandes amigos, já que não tenho tido tempo para encontrá-los? Provavelmente, mas não consigo curtir isso.

O botãozinho de “curtir” virou o último recurso – e talvez o mais pobre – da manutenção de relacionamentos. Descobrimos que um amigo está namorando ou que fez uma viagem para um lugar incrível e, ao curtirmos a foto ou vídeo postado sobre o fato, damos um sinal de que estamos cientes e felizes pela novidade. Fica por isso, no máximo repercutimos meses mais tarde, em um encontro fortuito, na linha do “e aquela sua foto lá em Paris, hein, que lugar”. E às vezes o amigo nem se lembra da foto, claro, um mero detalhe de um passeio inesquecível.

Nos tempos da falta de tempo, talvez devêssemos mesmo louvar o Facebook por ajudar-nos a compartilhar alegrias, conquistas e boas ideias. Mas e quando se trata da tristeza? Nas horas em que as pessoas sentem a necessidade de buscar apoio no silêncio das redes sociais, vemos a falta que o contato humano nos faz. É cada vez mais comum testemunharmos o luto de pessoas queridas, que muitas vezes nos comovem com frases e fotos lindas daqueles que as deixaram. O que fazemos? Curtimos, como se disséssemos “estou aqui, amigo”, quando na verdade não estamos.


Leia o texto completo, curta, mas principalmente, reflita a respeito.

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