Garapuvu tomando conta da paisagem - Coluna Extra

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Garapuvu tomando conta da paisagem

Nesta época do ano, a paisagem de Florianópolis ganha uma cor diferente por conta da floração amarelada do garapuvu, árvore-símbolo da cidade e que até o seu tombamento, em 1992, era matéria prima utilizada na construção de canoas. É esta relação do garapuvu com os canoeiros o tema da reportagem do colega Edson Rosa, com fotos de Débora Klempous, publicada na edição deste fim de semana do jornal Notícias do Dia. O texto é primoroso e os personagens com ótimas histórias para contar. Imperdível.

Leia a reportagem completa.



Aproveito para resgatar um texto do amigo Gustavo Cabral Vaz, publicado no blog coletivo +D1, justamente sobre o garapuvu. Gustavo é o que diz o texto dele: um caçador de garapuvu. Desde então, eu também não canso de caçar o amarelo na paisagem de Florianópolis. Segue o texto do Gustavo, publicado originalmente em dezembro de 2005:

O caçador de garapuvu
por Gustavo Cabral Vaz

A lembrança clássica do Verão para mim é o canto das cigarras, mas há outro acontecimento natural e sazonal do período que é marcante: o florescer dos garapuvus.

Na verdade, o fenômeno prenuncia a chegada do verão, já que começa em outubro, novembro. Chega essa época saio apontando garapuvus amarelos pela cidade, para aborrecimento das companhias mais assíduas.

Não é exclusividade minha, outros amigos têm o mesmo hábito, o que se explica pela quantidade de garapuvus em Floripa, cujos morros nessa época ficam salpicados de amarelo.

A árvore é o símbolo da cidade desde 92 - "e não a figueira, como todo mundo pensa", contou minha mulher para dois amigos avaianos, que nem responderam. Os garapuvus crescem rápido e são árvores imponentes, com grandes copas, que ficam totalmente floridas.

Difícil não sair apontando. Fui atrás de alguma informação no Google para dar sustança ao post:

- espécie nativa, é usada há séculos na confecção de canoas;

- aparece muito no litoral, da Bahia ao Rio Grande do Sul. É rara em florestas primárias;

- aqui ela floresce de outubro a dezembro, mas o período varia em outras regiões;

- o corte é restrito por lei. Detalhe: as raízes são profundas e causam poucos danos a muros e calçamentos, portanto é ideal para parques, jardins e ruas;

- os mineiros chamam de birosca e os cariocas de bandarra. Li isso por aí, não ponho a mão no fogo.