Panças de mamute - Coluna Extra

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terça-feira, 8 de maio de 2012

Panças de mamute

No próximo sábado, dia 12, vou assistir aos Titãs tocando na íntegra o disco Cabeça Dinossauro, um dos clássicos do rock brasileiro não só dos anos 80, mas de todos os tempos. Não lembro de ter assistido outro show dos Titãs, banda que acompanhei, comprei discos, mas deixei meio de lado ao longo desta minha trajetória de curtidor de música. Minha relação mal resolvida com os Titãs certamente tem a ver com Cabeça Dinossauro. Escrevi uma pequena crônica sobre o disco num blog que tive antes do Coluna Extra, chamado Vinil no Prato. O texto, que reproduzo abaixo, chamava-se Tabus e irmãs.
Nos anos 80, outro disco teve um impacto tão forte quanto o do Ultraje a Rigor: Cabeça Dinossauro, dos Titãs. Grandes músicas: “O quê”, “Polícia”, “AA-UU”, “Porrada”, “Homem-Primata”, “Bichos Escrotos”, entre outras. Pedi o disco de presente lá em casa. Só não contava com o “espírito de porco” de uma de minhas irmãs que, por alguma besteira que eu havia dito para ela, fez campanha contra o disco para os meus pais: “Esse disco tem música que fala mal da igreja, de Deus”. Pronto, para os pais católicos que tentavam convencer o filho adolescente a ir mais à missa era a heresia suprema. Fiquei sem o disco (mas também não voltei a freqüentar a igreja!!!).

Sem Cabeça Dinossauro, escolhi um outro disco para ganhar: Vivendo e Não Aprendendo, do Ira!. Só para dizer o mínimo: acabei encontrando a minha banda brasileira preferida. Ouvir “Envelheço na Cidade”, “Dias de Luta”, “Vitrine Viva”, e, especialmente, “XV Anos”, me fizeram mergulhar ainda mais no mundo da música e a compreender melhor algumas coisas na vida. Sério! Um verso como “quando me sinto assim, volto a ter quinze anos / começando tudo de novo vou me apanhar sorrindo”, não se ouve toda hora.


Ficar sem Cabeça Dinossauro não se tornou um trauma. Ainda nos anos 80, ouvi e gravei o disco numa fita k-7 e alguns anos depois, comprei a reedição em CD. Ir ao show no sábado,no Stage Music Park, aqui em Florianópolis, fecha a questão, mesmo que mais velho e mais pançudo...

E do disco, entre os muitos sucessos (tocou quase tudo nas rádios), sempre gostei muito de “Porrada”, até hoje a minha preferida entre gritos tribais, bichos escrotos, homens primatas, polícias, famílias, padres, madres e freis. Assista no vídeo abaixo.

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