sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

“Revista de bordo” para curtir Santa Catarina

O ano de 2011 ficou mais intenso para mim a partir de julho quando fui contratado para o cargo de gestor de internet do Grupo RIC em Santa Catarina (RIC TV Record, Jornal Notícias do Dia, Record News...). E paralelamente ao trabalho com internet, assumi a coordenação geral de um novo produto do Grupo: a Show Me, a “revista de bordo” do turista que visita o litoral catarinense no Verão, em especial Florianópolis e Balneário Camboriú. “Revista de bordo” porque a Show Me tem características muito próximas das publicações de empresas áreas, por exemplo, com grandes reportagens e material fotográfico bem destacado.

Além disso, reforçando o conceito, a distribuição da revista é diferenciada: estará gratuitamente nos quartos de vários hotéis, resorts e pousadas na área de circulação da revista. O hóspede poderá inclusive levar a revista na bagagem no retorno para casa. Show Me contou com o trabalho dos amigos revisteiros Diógenes Fischer (editor-executivo) e Victor Carlson (editor de arte e fotógrafo), além de colegas como a repórter Cléia Schmitz, responsável por uma reportagem que virou o xodó da equipe de produção. Cléia levou o filho, Xavier, 5 anos, pela primeira vez ao Beto Carrero World e este é o mote da reportagem: a primeira visita de uma criança ao parque.

Show Me circula em duas edições: uma para Florianópolis e outra para Balneário Camboriú e região. As duas estão disponíveis para leitura na internet. Esperam que gostem tanto quanto eu, Diógenes e Victor gostamos.

Edição Florianópolis



Edição Balneário Camboriú e região

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Vanguart perdido na prateleira

Fui na loja comprar o novo disco dos Autoramas, Música crocante, e saí de lá também com o disco novo do Vanguart, Boa parte de mim vai embora. Conheço as bandas de outros discos, já tinha escutado faixas de Música crocante, mas sobre o disco do Vanguart não havia lido nem ouvido nada a respeito. A compra foi totalmente no escuro. Vi o CD perdido na prateleira, fora de ordem e resolvi apostar. Não estava nem cadastrado no sistema que permite ouvir trechos das músicas. Mas quem fez “Semáforo”, deve ter outras pérolas folk no repertório, pensei. E acertei.

Quer conferir? Juntei todas as faixas de Boa parte de mim vai embora no playlist abaixo. É só dar play para ouvir o disco completo (recomendo a faixa oito, “Onde você parou”).



P.S.: Quer ouvir Música crocante?

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal on ukulele

Desde que descobri o projeto The Beatles Complete on Ukulele, posts sobre o ukulele se tornaram frequentes aqui no Coluna Extra. Tão frequentes que acabei comprando um ukulele neste fim de ano e foi com ele que gravei um vídeo caseiro tocando uma versão de “Bate o sino” para desejar a todos os amigos um ótimo Natal - o que vale também para os leitores do blog. Em tempo: a menção aos Beatles na camiseta foi uma agradável coincidência.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mensagem compartilhada

Ainda não parei para fazer um balanço do ano - por absoluta falta de tempo - mas com certeza minha “estreia” como dirigente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina está entre o que de mais bacana aconteceu. Mesmo sendo um dos suplentes da diretoria executiva, tenho participado efetivamente de todas as reuniões e contribuído com a gestão de internet do sindicato (atualizando o site atual e já planejando o novo). Além do mais, tem sido das mais gratificantes a convivência com novos e antigos colegas de profissão, criando e fortalecendo laços de amizade.

Confesso que me assustei um pouco com o convite para integrar a chapa que venceu as eleições de agosto, mas no fim das contas acabei topando pela oportunidade de fazer algo - o mínimo que fosse - pela minha categoria. Fiz muitas críticas ao sindicato. Nada mais coerente, portanto, do que entrar para o sindicato e tentar ou ajudar a corrigir o que eu tanto criticava. O caminho é longo, como mostra o texto de avaliação dos 3 primeiros meses de gestão da atual diretoria.

Mas se o caminho é longo, a disposição de todos os integrantes da diretoria não é pouca. É este o espírito da mensagem de fim de ano que o SJSC começou a distribuir hoje em seus canais de comunicação e que compartilho aqui no Coluna Extra especialmente com os colegas jornalistas que acompanham o blog.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O negócio é se inspirar nos Beatles

Os Beatles lendo o Financial Times na capa de um livro que, na livraria, fica posicionado longe da prateleira de música e perto, muito perto, de autores clássicos da área de gestão e negócios. A sabedoria dos Beatles nos negócios - O que a maior banda de rock de todos os tempos pode ensinar sobre estratégia e liderança, lançamento 2012 da editora Elsevier/Campus, causa um certo espanto, mas é isso aí: dá para extrair dicas interessante para gerenciar um negócio a partir de uma análise em cima da trajetória de uma banda. E no caso dos Beatles, mesmo com a barca furada da criação da própria gravadora, a Apple, dá para se inspirar pelo lado do marketing também e não apenas no sentido musical. Estratégias para produtos como Rock Band ou a venda de músicas no iTunes são prova disso.

Sobre o livro, diz o release:

Este livro é construído de forma muito dinâmica, capítulos curtos, boas idéias, prático e até mesmo divertido. Não se trata apenas de um ótimo complemento para qualquer estante dos fãs dos Beatles. É também uma excelente leitura para qualquer empresário que busca realizar bons negócios.

Os capítulos contém lições muito importantes sobre gestão dos negócios e da história dos Beatles. Trata-se de uma série de vinhetas curtas, onde um ponto da história dos Beatles é mencionado seguido por uma descrição das conseqüências de negócios e que os outros podem aprender com ele. As histórias abrangem o sucesso da banda, bem como a separação e suas causas. Cada um dos itens são de extrema relevância para diferentes tipos de negócios.

Como um livro sobre os Beatles, ele fornece as pepitas da verdade da carreira dos Beatles do começo ao fim, de como eles se uniram para se tornar um sucesso.


Não comprei o livro (ainda). Fiquei tentado não só pelos Beatles, mas porque gosto de abordagens deste tipo no segmento de economia e negócios, no qual trabalhei por quase 15 anos. É um exercício interessante para o editor e para o repórter extrair conteúdo relevante para empreendedores a partir de histórias que, a princípio, passam longe do universo empresarial. Para o leitor, uma forma divertida de aprender algo de útil sem encarar um texto maçante, com todo aquele jargão técnico.

Em 2000, produzi algo deste tipo para a revista Jovem Empreendedor. Entrevistei o John, do Pato Fu, para mostra elementos da banda que poderiam fazer a diferença na gestão de um negócio. O mote era destacar características como inovação e criatividade, que o Pato Fu tem até hoje.

Abri a reportagem assim:

A banda mineira Pato Fu, mesmo tendo sua própria produtora, não é uma empresa na concepção da palavra. Mas é como se fosse, já que na trajetória de Fernanda Takai, John Daniel, Ricardo Koctus e Xande Tamietti é possível enumerar muitos elementos típicos de qualquer negócio, como autogestão, criatividade, tecnologia, trabalho de equipe, entre outros. No entanto, seria uma comparação fácil de se fazer, não fosse por um pequeno detalhe: o Pato Fu produz música com humor e poesia, que, como toda manifestação artística, depende (e muito) de critérios subjetivos e está sujeita a todo tipo de crítica. Tanto é assim que, no início, a banda acabou sendo rotulada, de forma pejorativa, como “esquisita”, “engraçadinha” ou ainda “cópia dos Mutantes”. Ou seja, o Pato Fu tinha tudo para dar errado. Mas não deu.

Quer ler o texto completo? Quero.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Lidando com o previsível

Antigamente, a lista dos aprovados no vestibular era lida nas rádios e virava edição extra dos jornais para ser vendida no meio da tarde. Com a internet, isso mudou. Ou melhor, perdeu completamente o sentido.

Mas hoje, na divulgação dos aprovados do vestibular da Udesc, ficou evidente que ainda não caiu a ficha de que é preciso garantir uma boa infraestrutura para manter o site no ar quando da liberação do listão. A Udesc, por intermédio de sua equipe de TI, poderia ter previsto um óbvio aumento nos acessos ao site e aumentar a capacidade de seus servidores de hospedagem. Resultado: na hora marcada para a divulgação, o site caiu diante de tantos chamados.

Ficou muito tempo fora e só voltou quando a lista começou a ser divulgada nos sites de notícias de Florianópolis. Ou seja, o site da Udesc precisou que fontes alternativas aparecessem para que desviassem o tráfego e conseguisse estabilizar e permanecer no ar. Ainda assim, passado aquele clima de ansiedade e expectativa pela lista - liberada a partir das 17h -, as áreas do site que mostram o desempenho individual do candidato permaneciam inacessíveis até a publicação deste post (21h10min).

E um outro detalhe: com as dificuldades técnicas que enfrentou em seu site, a Udesc poderia ter utilizado melhor seus canais no Twitter e no Facebook. Mas lá, enquanto muitos usuários (principalmente no Twitter) reclamavam da falta de acesso ao site e à lista, a instituição só distribui links de sua área de notícia, não interage com seguidores nem com amigos. E para fechar, a notícia sobre a divulgação da lista não diz que houve problemas técnicos.

Gonzagão e Gonzaguinha na tela do cinema

Começaram no domingo, dia 11, as filmagens de Gonzagas – de pai para filho, filme do diretor Breno Silveira (2 Filhos de Francisco), que conta a relação entre o sanfoneiro Luiz Gonzaga (1912-1989) e seu filho, o cantor e compositor Gonzaguinha (1945-1991). No papel do Gonzagão está o sanfoneiro Nivaldo Expedito de Carvalho, de 31 anos, mais conhecido como Chambinho do Acordeon, escolhido entre cinco mil candidatos para interpretar o Rei do Baião dos 30 a 50 anos. Para interpretar Gonzaguinha, o ator escolhido foi Julio Andrade (Cão sem Dono). O longa-metragem tem previsão de estreia no segundo semestre de 2012, quando será comemorado o centenário do nascimento de Gonzagão. Filme para ser vista, com certeza.

Para dar uma palinha, os Gonzagas cantando um trecho da clássica “Vida de viajante”, numa gravação de 1979 para a TV Globo (acompanhados por Wagner Tiso).

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Quem liga para datas redondas?

Na semana passada, mais precisamente no dia 8, brinquei com colegas que estavam prestando homenagem a John Lennon e Tom Jobim, que morreram há 31 e 17 anos, respectivamente. A brincadeira era com a prática comum no jornalismo de produzir reportagens-homenagens somente em datas redondas ou eventualmente em datas múltiplas de cinco. Ou seja, só vale a efeméride com data redonda como gancho. Escrevi no Twitter:

#OcuppyEfeméride pelo fim da ditadura das datas redondas: 31 anos sem Lennon e 17 anos sem Jobim.
A colega Déborah Almada, que estava homenageando John Lennon publicando alguns clipes do Beatle, respondeu:
Ei, deixa eu me divertir!
Mandei para ela uma resposta:
@deborahalmada A ditadura é do jornalismo que só dá bola pras datas redondas. :)
Hoje, no Facebook, a Déborah me marcou num post:
‎Alexandre Gonçalves, pra nós, que gostamos de datas quebradas, o Frank Sinatra, se vivo fosse, faria hoje 96 anos!
E completou a postagem com um vídeo do Sinatra cantando “My way”.

Seguindo a dica da Déborah, também vou prestar também minha homenagem ao Frank Sinatra pelos 96 anos que ele faria se estivesse vivo, mas do meu jeito, com outra música: “Under my skin” (em dueto com o Bono).



P.S.: Você liga para datas redondas para escrever sobre um fato, uma personalidade?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Florianópolis recebe projeto Ray-Ban Couch Sessions on the Road

Lenzi Brothers e Cassim & Barbária, duas das principais bandas do rock catarinense, estão entre as atrações do Ray-Ban Couch Session on the Road que estaciona sua Kombi (e sofá) em Florianópolis neste final de semana. Lenzi Brothers toca no sábado à noite, no Centrinho da Lagoa, enquanto Cassim & Barbária faz seu show no domingo durante o dia, na Praia Mole.

Antes de Florianópolis, o projeto passou pelo Rio de Janeiro e na sequência segue para as cidades de São Paulo, Maresias (SP) e Salvador. O Ray-Ban Couch Session on the Road é uma ação de marketing da fabricante de óculos Ray-Ban e é uma extensão de outro projeto musical desenvolvido pela empresa, o Ray-Ban Studio, site que abre espaço para bandas independentes de todo o Brasil.

Sábado, dia 10
Lenzi Brothers (www.lenzibrothers.com.br)
DJs André Sakr e Ale Oliveira
Centrinho da Lagoa da Conceição
Das 20h as 01h

Domingo, dia 11
Cassim & Barbária (www.myspace.com/cassimf)
DJs André Sakr e Ale Oliveira
Barraco da Mole, na Praia Mole
Das 10h as 16h

Assista vídeos das bandas no Rock SC: Lenzi Brothers e Cassim & Barbária.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Um dia triste

A luta pela vida travada pelo jornalista e blogueiro Ney Pacheco há duas semanas e que a mãe dele, Regina Carvalho, relatou em seu blog, terminou hoje, infelizmente. Ney não resistiu a mais um procedimento cirúrgico e morreu por volta das 13h30min desta segunda-feira, dia 5.

Trabalhei com o Ney Pacheco durante alguns anos na assessoria de imprensa da APUFSC (Sindicato dos Professores da UFSC). Já conhecia a figura por causa da mãe dele - a Regina foi professora de redação minha e de muitos colegas do curso de Jornalismo da UFSC. Infelizmente não encontrei na internet textos dos duelos que ele e eu travamos numa seção chamada Clássicos de um site de esportes chamado Mundo Esportivo, muito antes da onda dos blogs chegar por aqui. Ele defendia o Figueira dele (o mais figueirense dos figueirenses) e eu, o Avaí. No fundo era uma tiração de sarro atrás de outra. Os textos traziam análises técnicas dos times, mas sempre sobrava uma inticada pra cá e pra lá. Divertido como tudo tem que ser quando o assunto é futebol.

Fiquei triste demais com a perda. Triste pelo Ney, triste pela Regina. E coube a mim escrever uma nota de pesar no site do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. Escrevi notas deste tipo outras vezes. Mas de um amigo foi a primeira vez. E não foi nada fácil.

É com pesar que o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina comunica o falecimento do jornalista Ney Pacheco, ocorrida no início da tarde desta segunda-feira, dia 5.

Profissional com atuação destacada na imprensa sindical em Florianópolis, Ney estava internado no Hospital Celso Ramos há cerca de duas semanas, depois de enfrentar complicações por causa de uma cirurgia de redução do estômago, realizada no último dia 12.

Ney tinha 43 anos, deixa viúva e dois filhos. Seu primeiro neto nasce em janeiro. Além do trabalho como jornalista, com passagens por entidades como a APUFSC (Sindicato dos Professores da UFSC), Ney era também um dos blogueiros mais populares entre os torcedores do Figueirense, seu time do coração. Seu blog no site Meu Figueira sempre foi um dos mais respeitados e acessados entre os blogs esportivos no estado.

O velório será realizado na capela C do cemitério do Itacorubi, a partir das 20h desta segunda-feira. O corpo de Ney será cremado e suas cinzas espalhadas na Cachoeira do Bom Jesus e no gramado do estádio Orlando Scarpelli, do Figueirense.

A luta de Ney pela vida nestas duas últimas semanas foi acompanhada por muitos colegas de profissão no blog da mãe dele, Regina Carvalho, que durante muitos anos foi professora do Curso de Jornalismo da UFSC. O endereço do blog é http://cronicasdaregina2.blogspot.com.

O SJSC presta sua solidariedade à família do colega Ney Pacheco neste momento de dor e tristeza.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A animada história do mundo

Direto do LikeCool, uma animação em stop motion que serve de clipe para a música “Thick as Thieves” - muito boa, por sinal - de Kalle Mattson.

Assista.



Aliás, a animação me levou para a página de Mattson, até aqui um completo desconhecido. E de lá, trouxe o player com todas as músicas do último disco dele, Anchors. Para quem descobrir novos sons pela internet, um prato cheio (recomendo as faixas 2 e 4; em alguns momentos lembra Big Star, Replacements, o que é ótimo).

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