Em quase sete anos de Coluna Extra, escrevi muito pouco a respeito do Facebook. E quando escrevi, tratei o site com certa desconfiança. Leia o que o post de agosto de 2009:
Você dá bola para o Facebook?
De uns dois meses para cá, praticamente todos os dias tenho recebido até três e-mails em média avisando que alguém me adicionou à sua lista de amigos no Facebook. Só assim, quando recebo estes e-mails, é que acesso minha conta, adiciono algum conhecido ou mexo nas configurações no site, que tem muitos usuários nos Estados Unidos e em outros países, mas que ainda não decolou no Brasil a ponto de ameaçar a liderança do Orkut no ranking das redes sociais.
Mas se eu praticamente não acesso, para que mantenho a conta no Facebook? Por que não faço como o amigo Cesar Valente que tratou de reorganizar seu mundo virtual apagando as contas que mantinha no Orkut e no Facebook? A resposta é simples: não apago minha conta no Facebook por interesse jornalístico. Interesse que gerou este post, por exemplo. Quero ver até onde o Facebook consegue atrair os usuários brasileiros (os e-mails que estou recebendo são indicativos disso?) e quando é que os fãs brasileiros, os que usam o site desde seu início, vão começar a reclamar da invasão dos orkuteiros - se é que isso vai acontecer (quando Orkut vivia fora do ar talvez fosse mais fácil para o Facebook ganhar espaço no mercado). Como usuário, não gosto do site. Acho sempre confuso, com ícones em tudo quanto é canto e nem sempre destacando o que merece destaque. Já tentei gostar, navegar mais vezes, criar o hábito, testar utilidade (distribuir conteúdo do blog, por exemplo) mas não consigo ficar fã a ponto de acessá-lo diariamente com ou sem aviso de novo amigo. Será que o Facebook vai me fazer mudar de idéia?
A resposta para a pergunta que fiz no final do
post de 27 de agosto de 2009 é sim, mudei ou comecei a mudar de ideia sobre o Facebook em meados do ano passado. O site passou por algumas transformações e eu mergulhei com mais interesse e paciência no “universo facebookiano” por razões profissionais, para melhor atender clientes da
agenteinforma.
A mudança de opinião não tem a ver com o crescimento no número de usuários, inclusive no Brasil, muito menos com o sucesso do livro e filme
A Rede Social, que conta a história de criação do site. O Facebook ganhou pontos comigo porque é (se tornou no último ano) um modelo de rede social muito dinâmico. Alguns ainda entram com a vontade de ter “1 milhão de amigos”, mas o que vale mesmo é o conteúdo que é publicado e já é exibido de cara, assim que você acessa sua página. Com isso, a interatividade - curtindo, comentando ou compartilhando - fica muito mais prática e igualmente dinâmica. É algo que o Orkut tentou aplicar com sua versão mais recente, mas sem sucesso - na minha opinião.
Além disso, acredito que um dos trunfos do Facebook seja a criação das chamadas páginas de fãs que são um ótimo meio para reunir usuários interessados em receber e compartilhar conteúdo sobre um determinado assunto (site, blog, produto, serviço...) de um jeito que o Orkut não conseguiu fazer. De quebra, o que é publicado numa página do Facebook pode ser publicado simultaneamente no Twitter, o que facilita e muito a gestão e distribuição do conteúdo.
Por fim, fica o convite para você, que já tem seu perfil no Facebook, “curtir” a página do
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