O acervo do seo Bicaca na Ilha de Anhatomirim - Coluna Extra

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sábado, 17 de setembro de 2011

O acervo do seo Bicaca na Ilha de Anhatomirim

Em 2009, o jornalista Fifo Lima escreveu um post no blog Cine Luz sobre a transformação da Travessa Ratcliff, ponto tradicional no centro de Florianópolis, em cinema ao ar livre. Fifo ilustrou o post com a foto ao lado, em que aparece em destaque o prédio que abrigava a Casa de Artes e Exposição Metálica, que reunia as criações do professor Osvaldo Lopes Reis, o seo Bicaca. Perguntei ao Fifo lá no Cine Luz se ele sabia o destino do acervo com miniaturas em metal da Ponte Hercílio Luz e de outros pontos turístícos e manifestações culturais de Florianópolis - uma boa lembrança da infância de muitos moradores daqui.

Fifo tinha a informação de que o acervo estava sob os cuidados da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), dona do prédio da Casa das Artes, onde hoje funciona a Cinemateca Catarinense. E nesta semana, ao fazer uma reportagem na Fortaleza de Santa Cruz, na Ilha de Anhatomirim, administrada pela UFSC, o jornalista não só confirmou a informação, como também encontrou algumas das peças do seo Bicaca. E confesso que para minha surpresa, acostumado com o descaso que muitos por aqui tem pela história da cidade, as peças, entre as quais a miniatura da Ponte Hercílio Luz, não foram simplesmente largadas num depósito. Ganharam uma sala, organizada e bem iluminada, como mostra o vídeo feito pelo Fifo e publicado hoje no Cine Luz. Assista.

E sobre o seo Bicaca, já falecido, recomendo o post de Felipe Matos publicado no blog Memória Avaiana. Escreveu o Felipe:

Se fores daqui e tens mais de vinte, certamente lembras de algumas figurinhas de nossa cidade que o tempo levou embora, como o Nego Quirido, a Lurdinha da Loteria, o Frei Junípero, o Aldírio Simões... Dentre esses personagens da cidade, um sempre me chamou a atenção, ali na Travessa Ratclif, esquina com a João Pinto. Era o seu Osvaldo Lopes dos Reis, o seu Bicaca, fundador da Casa de Artes e Exposição Metálica, não tem?

Sempre que eu passava na João Pinto com minha mãe, em direção a loja de molduras do Zé Ricardo, da loja de itens de artesanato, nas Casas Leão ou n´A Barateira, meus olhos passavam pelas janelas da Casa de Artes em busca daquele mundo de metal construído por seu Osvaldo. Minha mãe, também muito curiosa, chegou a me levar lá dentro, para ver a exposição de miniaturas construídas por seu Osvaldo. Tinha a Catedral, o casario do Centro Histórico, flores de metal, as Pontes, a Torre Eiffel, um grande e chamativo robô na porta de entrada, dando boas-vindas! Um mundo de metal que encantava os olhos de qualquer criança e de muitos adultos.


Leia o post completo.

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