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sexta-feira, 22 de julho de 2011

RT @rosana “Um passarinho me contou”

Terminei nesta semana a leitura de “Um passarinho me contou - Relatos de uma viciada em Twitter” (Panda Books, 152 páginas, R$ 25,90), de Rosana Hermann, atualmente gerente de criação e inovação do R7.com, mas desde 1995 na internet com o Querido Leitor, referência na blogosfera brasileira.

O livro traz inúmeras dicas sobre o microblog, mas está longe de ser um simples manual de instruções. É mais do que isso. Rosana, como diz o subtítulo do livro, faz um relato de toda a sua trajetória como usuária do site, destacando situações curiosas, engraçadas e inusitadas que ela viveu ou presenciou nestes cinco anos de existência do Twitter.

Sendo usuário do site desde 2007, muito do que li no livro não chega a ser novidade, mas a forma como Rosana escreve (sempre muito bem) acaba ajudando a ter novos insights sobre como o Twitter está sendo usado. Livros como “Um passarinho me contou” servem principalmente para ressaltar que não basta saber usar, é preciso vivenciar um site antes de usá-lo.

Muitos dos erros que já vi no Twitter são fruto disso, da falta de vivência no ambiente do microblog. Ou seja, é importante que assim que criar seu perfil no Twitter, antes de começar a publicar seus tweets, navegue por lá por um bom tempo. Dedique boas horas para acessar perfis de referência (não se iluda com as celebridades), ver como as pessoas escrevem e como interagem entre si. Isto fará diferença. Afinal, você (com seu site, seu blog, seu programa de TV, seu candidato, sua empresa...) está numa conversa pública onde os tiros podem sair pela culatra tão rápido quando escrever um post de 140 caracteres.

Sobre a falta de vivência, destaque um trecho escrito pela Rosana em “Um passarinho me contou”:
Para um frequentador do Twitter, por exemplo, é fácil perceber quem não está usando o serviço de forma correta; quem chega sem entender para o que serve e como funciona; ou, numa analogia com o mundo animal, é mais ou menos da mesma forma que um cão percebe quem tem ou não tem medo de cachorro.

As pessoas que não se sentem à vontade no Twitter, que não têm vivência ou familiaridade, comportam-se de forma artificial.
P.S.: Quem ler o livro entenderá o título do post.

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