“O melhor caminho para aparecer bem no Google sempre é gerar conteúdo inédito e relevante” - Coluna Extra

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

“O melhor caminho para aparecer bem no Google sempre é gerar conteúdo inédito e relevante”

Já está disponível na internet a entrevista que fiz com o consultor Conrado Adolpho Vaz, autor do livro Google Marketing, publicada na edição de maio da revista Dirigente Lojista, da Confederação Nacional de Dirigentes Lojista. O foco da entrevista é como o Google (aparecer bem nas buscas, por exemplo) pode influenciar no sucesso de uma loja virtual. Como escrevi na abertura da entrevista, para o consultor, o site de buscas mais popular do mundo se transformou numa “avenida” onde é importante estar bem localizado para atrair consumidores para a loja. “O Google traz para o consumidor a possibilidade de pertencer a uma praça virtualmente localizada”, diz. Para garantir um bom “ponto” nas pesquisas, o caminho é gerar conteúdo inédito e relevante para o consumidor. “Quanto mais conteúdo relevante gera, mais a loja será apontada como referência”, diz.

Das perguntas que fiz para o Conrado Adolpho Vaz, reproduzo duas abaixo, com suas respectivas respostas, que tratam de questões mais abrangentes, relacionadas à realidade de qualquer segmento e não somente do varejo.
Com um número cada vez maior de blogueiros e usuários de mídias sociais como o Twitter, não basta uma empresa aparecer bem numa busca. É preciso aparecer melhor não só em relação aos concorrentes, mas também em relação ao conteúdo de terceiros (críticos, consumidores...) que possam trazer referências negativas sobre a empresa. Qual o melhor caminho para atingir o objetivo de aparecer melhor?

Conrado Adolpho Vaz - O melhor caminho hoje em dia para aparecer bem no Google sempre é gerar conteúdo inédito e relevante para o consumidor. Quanto mais conteúdo relevante se gera, maior é a reputação da empresa, mais ela será apontada como referência e mais pessoas irão confiar na marca. O marketing de conteúdo hoje é muito importante para qualquer marca no mercado.

As referências de terceiros vem naturalmente com um bom trabalho. Ao contrário de antes que a empresa tinha que fazer a sua própria divulgação, hoje em dia, a empresa deve focar em um atendimento perfeito e um produto ou serviço insuperável. Praticamente toda a verba de marketing deve ir para a melhora do próprio produto. O restante da verba deve ser destinada a provocar o boca-a-boca sobre o produto. O consumidor deve ser o maior divulgador da empresa. A internet fará a divulgação. Quando a empresa consegue isso, ela passa a ser uma referência positiva no seu segmento.

Qual é a melhor definição para um mercado consumidor em um mercado baseado em informações? O comportamento do empresariado brasileiro já se adaptou a este cenário? Qual o principal empecilho?

Conrado Adolpho Vaz - Não se adaptou. O principal empecilho é o modus operandi com o qual as empresas sempre ganharam dinheiro até então. As suas ações sempre foram de comando-controle, sempre foram de modo a lucrar a qualquer preço sem respeitar o consumidor. Hoje ele reclama e sabe que pode quebrar uma empresa.

O empresariado ainda não se acostumou ao ambiente caótico que a internet traz. Viver na incerteza é algo que não é para qualquer um. Há um outro empecilho que são os antigos gerentes e diretores que não se sentem confortáveis nesse mundo de bits e querem retardá-lo ao máximo na empresa. Tentam a qualquer custo frear a mudança de cultura na empresa. Sabem que não há mais volta, mas tentam retardá-la ao máximo, pois, se aderirem à mudança, terão que voltar aos bancos da escola para aprenderem novas competências. E isso dá muito trabalho.

As agências e as faculdades também atuam no sentido de não multiplicarem essa nova cultura. As agências devido à cultura do BV no país, e as faculdades porque não atualizam os seus currículos para inserir de maneira totalitária em sua grade a influência da cultura digital em todas as matérias.

Isso depende dos professores e estes, coitados, têm que dar dezenas de aulas por semana para sobreviver e não têm tempo para se atualizarem. Isso gera o grande empecilho que é a falta de profissionais que saibam trabalhar corretamente com marketing digital. Por isso as empresas não conseguem liberar mais do que 4% ou 5% da sua verba de marketing para o online (na média). Faltam profissionais competentes para administrar essa verba.

A entrevista está disponível para leitura na versão online da Dirigente Lojista. Acesse: www.issuu.com/dirigentelojista/docs/mai_2011/17

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