O associativismo nas redes sociais - Coluna Extra

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

O associativismo nas redes sociais

Já está circulando em Santa Catarina a nova edição da revista Gestão Empresarial, editada pela Facisc, entidade que reúne todas as associações comerciais e industriais do estado, que tem como reportagem de capa o associativismo nas mídias sociais. Fui um dos entrevistados pela equipe da revista e as respostas que enviei para a reportagem estão no ping-pong que reproduzo abaixo. A reportagem completa, que inclui cases e opiniões de outros profissionais, pode ser lida no site da Facisc, em formato PDF.

Facisc - Qual a sua opinião sobre o uso das mídias sociais no meio empresarial? E no meio associativista?

Alexandre Gonçalves - Já ouvi colegas especialistas dizendo que em determinados segmentos o perfil no Twitter é mais importante que o site da empresa. Eu diria que caminha para ser o mais importante em todos os segmentos. E as mídias sociais de um modo geral e não apenas o Twitter podem ser de grande utilidade para o associativismo já que permite uma aproximação muito ágil e dinâmica entre os participantes. Por exemplo, uma proposta de um associado por ser rapidamente encaminhada para os demais “seguidores”, com grandes chances de receber opiniões de forma imediata. Ou seja, as discussões têm outra dinâmica, o que contribui para que novas ideias sejam desenvolvidas em menor tempo e com maiores de atender realmente aos interesses de todos os membros da entidade. Por exemplo, essas “reuniões em tempo real” pode ser feitas tanto no Twitter, com uma lista - que pode ser publicada no site da entidade - quanto no Facebook, criando uma página exclusiva para este propósito.

Facisc - Qual a sua dica para o empresário que prefere não usar as mídias sociais?

Alexandre Gonçalves - A dica é um conselho: quem quer ter relevância junto ao público precisa estar presente nas mídias sociais disposto a interagir para conquistar e fidelizar novos clientes. Muitos têm receio das críticas que possam surgir no Twitter, por exemplo, a partir de um comentário de um cliente insatisfeito. Esqueça esse medo e pense na oportunidade que é resolver um problema em público e converter uma crítica em elogio pela eficiência na resposta.

Facisc - Você já produziu conteúdo para revistas de cunho empresarial, portanto conhece este meio. De que forma você vê a adaptação do setor produtivo para os novos formatos de mídia (dos informativos impressos para as mídias sociais)?

Alexandre Gonçalves - Não diria que há adaptação. São novas mídias e o importante é estudar o formato, as ferramentas, a dinâmica, a participação do público, enfim, para, a partir disso, definir um jeito de usar uma determinada mídia. Este é o grande segredo. Em qualquer rede social, para se diferenciar, a empresa deve buscar a inovação no uso daquela mídia social. Acredito nisso como segredo do sucesso, uma estratégia que ajuda a diferenciar uma empresa daquela outra que só tem um perfil no Twitter e não um produto no Twitter, entende? Um produto seria, por exemplo, criar um @SacDigital. É mais focado que apenas ter o perfil da empresa. Quanto aos outros produtos informativos produzidos na empresa, as mídias sociais servem para difundi-los ainda mais. São mais um canal de divulgação.

Facisc - Além de estar presente no meio digital, o que é preciso?

Alexandre Gonçalves - Ser digital e não apenas estar digital. É o que disse anteriormente: conhecer as ferramentas e inovar no seu uso. Compreender o funcionamento ajuda a mapear as possibilidades, o que é essencial se a empresa não quiser ser apenas mais uma na rede.

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