Bin Laden nas capas das revistas semanais - Coluna Extra

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sábado, 7 de maio de 2011

Bin Laden nas capas das revistas semanais

Como era esperado, a morte de Osama Bin Laden está nas capas das edições de Veja, IstoÉ, Carta Capital e Época que começam a circular neste fim de semana. Das quatro, Carta Capital e Época fugiram do óbvio. Ou seja, não ilustraram suas capas estourando alguma das muitas fotos do líder da Al Qaeda, como fizeram Veja e IstoÉ.

Na Carta Capital, a opção por uma ilustração se justifica pela abordagem escolhida: tratar Bin Laden como o “barbudo-propaganda” do terrorismo. Já a equipe de Época, em clima “menos é mais”, ilustrou com uma foto-papel amassado de Bin Laden a chamada que pergunta se a morte dele representa mesmo o fim do terrorismo ou das ações da Al Qaeda (os detalhes da capa estão no ótimo Faz Caber, o blog da equipe de arte da revista).

2 comentários:

  1. A capa da Época aparece num post sobre Bin Laden na capa das revistas publicado hoje no site do Washington Post: http://www.washingtonpost.com/blogs/blogpost/post/dead-osama-bin-laden-magazine-covers/2011/05/09/AFNP7oYG_blog.html.

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  2. A capa da Época ficou bonita mesmo. No entanto, ao optar pela linguagem simbólica, a revista acaba deixando transparecer sua falta de experiência e despreparo. Por se tratar de um tema internacional (e atente-se ao fato de que isso é uma editoria), é sempre um risco trabalhar com a linguagem simbólica: pode soar pretensioso. E o motivo é simples, Época é uma revista brasileira, nem sequer é a mais vendida do país. Grandes revistas devem ter senso de proporção. A própria Economist optou por uma capa mais sóbria, com a imagem do terrorista pontilhada por cenas diversas ligadas ao terror. Newsweek idem, optou por opção mais simples. Apenas a Time se sentiu apta a fazer uma capa genuinamente simbólica, e não sem razão - é única com cacife mesmo, por ser a maior dos EUA. A capa de Istoé é simplesmente um horror, assim como a revista em si. Não devemos nem dar atenção à essa revista, que caminha para extinção. Já a de Veja sem dúvida é um trabalho digno de uma revista que ombreia com as grandes do mundo: um trabalho interessante de desconstrução da imagem, denotando movimento (a imagem de Osama parece se esfacelar em tempo real) e subliminarmente fazendo menção ao destino do corpo no fundo do mar. E por fim, o branco do fundo surgindo a indicar que o desaparecimento do terrorista enseja uma era de paz. Eis um genuíno trabalho de gênio! A capa de Época foi apenas a solução fácil, atrapalhada e sem noção de sua contextualização no mundo.

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