Prateleira de livraria aceita tudo - Coluna Extra

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sábado, 29 de janeiro de 2011

Prateleira de livraria aceita tudo

Enquanto isso, na seção de literatura brasileira da livraria Saraiva do shopping Iguatemi, em Florianópolis, você encontra facilmente os “livros” de Geyse Arruda e de Narcisa Tamborindeguy, colocados lado a lado na prateleira com um destaque que faz pensar: o pessoal da livraria gosta de fazer uma graça ou alguém realmente procura e compra “obras” deste tipo (sub-biografia) e por isso os “livros” estão sempre à mão, sempre “na vista”?

2 comentários:

  1. Ver as livrarias contribuírem com este processo de idiotização que grassa por aí é deprimente,não achas? bj

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  2. Os livros estão sempre "na vista" porque as pessoas procuram essas "obras". É preciso entender dois aspectos. Primeiro, infelizmente, as livrarias não são redutos de cultura. São pontos de comércio, e como todo o comércio é preciso atender o desejo do consumidor. Esse é segundo aspecto. Não adianta brigar contra o comportamento do consumidor. Livrarias que fizeram isso quebraram. Tem apenas uma em Florianópolis que ainda insiste que livraria é cultura, mas vive sempre mal das pernas e um dia vai quebrar (além do fato de insistir em não abrir sua loja em shopping, onde são vendidos a maioria dos livros no Brasil).
    Se as pessoas, em sua maioria, querem comprar auto-ajuda, literatura de vampiro, livros vinculados a filmes de sucesso e de celebridades, é isso que as livrarias vão oferecer. Não adianta dar destaque para o livro de um prêmio nobel (Catedral de Vargas Llosa, por exemplo), se o público está ávido para comprar Stephenie Meyer.
    Tempos atrás reclamei com a gerente de uma livraria que os livros sobre investimento eram todos de auto-ajuda. Fiz algumas indicações de títulos e ela colocou em exposição. Mas não adiantou, o que vendeu foi Gustavo Cerbasi.
    Redutos de cultura devem ser as bibliotecas de escolas e universidades.
    Ainda assim, muitas pessoas também compram bons títulos, como os livros do Laurentino Gomes e do Leandro Narloch (jornalista para variar / historiador não sabe escrever livro!). Prova de que há pessoas que sabem escolher seus títulos nesse universo cercado de Geisy (vulgar não).
    Nem sei quem é Narcisa Tamborindeguy!?

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