E o Facebook? - Coluna Extra

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

E o Facebook?

Em quase sete anos de Coluna Extra, escrevi muito pouco a respeito do Facebook. E quando escrevi, tratei o site com certa desconfiança. Leia o que o post de agosto de 2009:
Você dá bola para o Facebook?

De uns dois meses para cá, praticamente todos os dias tenho recebido até três e-mails em média avisando que alguém me adicionou à sua lista de amigos no Facebook. Só assim, quando recebo estes e-mails, é que acesso minha conta, adiciono algum conhecido ou mexo nas configurações no site, que tem muitos usuários nos Estados Unidos e em outros países, mas que ainda não decolou no Brasil a ponto de ameaçar a liderança do Orkut no ranking das redes sociais.

Mas se eu praticamente não acesso, para que mantenho a conta no Facebook? Por que não faço como o amigo Cesar Valente que tratou de reorganizar seu mundo virtual apagando as contas que mantinha no Orkut e no Facebook? A resposta é simples: não apago minha conta no Facebook por interesse jornalístico. Interesse que gerou este post, por exemplo. Quero ver até onde o Facebook consegue atrair os usuários brasileiros (os e-mails que estou recebendo são indicativos disso?) e quando é que os fãs brasileiros, os que usam o site desde seu início, vão começar a reclamar da invasão dos orkuteiros - se é que isso vai acontecer (quando Orkut vivia fora do ar talvez fosse mais fácil para o Facebook ganhar espaço no mercado). Como usuário, não gosto do site. Acho sempre confuso, com ícones em tudo quanto é canto e nem sempre destacando o que merece destaque. Já tentei gostar, navegar mais vezes, criar o hábito, testar utilidade (distribuir conteúdo do blog, por exemplo) mas não consigo ficar fã a ponto de acessá-lo diariamente com ou sem aviso de novo amigo. Será que o Facebook vai me fazer mudar de idéia?
A resposta para a pergunta que fiz no final do post de 27 de agosto de 2009 é sim, mudei ou comecei a mudar de ideia sobre o Facebook em meados do ano passado. O site passou por algumas transformações e eu mergulhei com mais interesse e paciência no “universo facebookiano” por razões profissionais, para melhor atender clientes da agenteinforma.

A mudança de opinião não tem a ver com o crescimento no número de usuários, inclusive no Brasil, muito menos com o sucesso do livro e filme A Rede Social, que conta a história de criação do site. O Facebook ganhou pontos comigo porque é (se tornou no último ano) um modelo de rede social muito dinâmico. Alguns ainda entram com a vontade de ter “1 milhão de amigos”, mas o que vale mesmo é o conteúdo que é publicado e já é exibido de cara, assim que você acessa sua página. Com isso, a interatividade - curtindo, comentando ou compartilhando - fica muito mais prática e igualmente dinâmica. É algo que o Orkut tentou aplicar com sua versão mais recente, mas sem sucesso - na minha opinião.

Além disso, acredito que um dos trunfos do Facebook seja a criação das chamadas páginas de fãs que são um ótimo meio para reunir usuários interessados em receber e compartilhar conteúdo sobre um determinado assunto (site, blog, produto, serviço...) de um jeito que o Orkut não conseguiu fazer. De quebra, o que é publicado numa página do Facebook pode ser publicado simultaneamente no Twitter, o que facilita e muito a gestão e distribuição do conteúdo.

Por fim, fica o convite para você, que já tem seu perfil no Facebook, “curtir” a página do Coluna Extra no Facebook www.facebook.com/ColunaExtra.

2 comentários:

  1. Anônimo8:43 AM

    Oi Alexandre

    Interessante a sua observação. Tenho conta no Facebook desde 2005, mas ele nunca fez muito sentido para mim.

    Ano passado senti que o Orkut tinha entrado no final da Curva do Sino quando em uma mesma semana várias pessoas conhecidas e de perfil mais conservador quanto ao uso de internet me incluiram em seus Orkuts e, na mesma velocidade, meus amigos da faculdade migraram para o Facebook.

    O Facebook já me pareceu simpático por distribuir seu aplicativo de acesso para Iphone (que melhora 100% a navegação), mas me conquistou mesmo agora com o iPad, só que visto através do aplicativo FlipBook. É como se eu tivesse um revista "editada" pela minha network. Agora está começando a ficar legal.

    Abs,
    Joice Catarina Sabatke

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  2. Meu caro Alexandre,

    No início também vi o Facebook com reservas, mas passei a fazer uso da rede social de Mark Zuckerberg com mais intensidade nos últimos mesmos, sempre com finalidade profissional.

    Por outro lado, sou estudioso do fenômeno "redes sociais" e fico observando como elas e seus usuários se comportam, evoluem ou involuem. Que tipo de uso se faz desses ambientes virtuais.

    O ponto negativo do Facebook hoje, no meu ponto de vista, é exatamente a sua "orkutização". Mas isso é um traço bem brasileiro dos que fazem uso das redes sociais em nosso país. O mesmo tem acontecido com o Twitter, por exemplo.

    Mas, no geral, considero o Facebook bastante útil para fins de relação interpessoal e profissional. As empresas também já estão usando a rede de forma a fidelizar clientes, etc. Este é outro foco da minha observação enquanto estudioso.

    Então é isso. Você abriu um debate bem interessante aqui no sempre elogiável Coluna Extra.

    Grande abraço.

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