As charges dos meus amigos Frank Maia (@frankmaia) e Zé Dassilva (@zedassilva), publicadas hoje nas edições de A Notícia e do Diário Catarinense, respectivamente, e o texto A torcida que se recusou a cair, do escritor Sérgio da Costa Ramos, também no DC, resumem bem o que foi a tarde de ontem na Ressacada, na vitória do Avaí sobre o Santos por 3 a 2 e que garantiu a permanência do time de Florianópolis na série A: estádio lotado, jogo decisivo, um jogador inspirado, três golaços... Não foi fácil. Afinal, como lembra Sérgio da Costa Ramos, Avaí é nome de batalha. E ontem, a torcida e o time de Caio venceram mais uma.
Dica do The Daily What: o ilustrador inglês Jack Teagle publicou em seu álbum no Flickr o que ele chama de “Simpsons desenhados de memória”, onde ele recria - a seu modo - Bart, Homer, Lisa, Marge e outros moradores de Springfield.
Uma volta pelo site de vídeos Vimeo reserva sempre boas surpresas. Algumas já compartilhei aqui no Coluna Extra como os vídeos Sonar e In the Cosmos. A surpresa desta vez é o belo clipe para “Stars”, música do trio americano Apollo Run. Dirigido por Alex Fischer, o clipe explora bastante a técnica do stop-motion, casando muito bem com a música, que nas palavras da banda começa como uma canção de ninar e depois ganha ecos de Paul Simon, fase Graceland (disco gravado com músicos africanos).
E depois de assistir ao clipe de “Stars”, fui buscar informações sobre a Apollo Run, que até hoje era uma banda completamente desconhecida para mim. Na pesquisa que fiz, fiquei sabendo que “Stars” é parte do EP Here be dragons - Vol. 1, lançado em outubro, disponível para download no site da banda www.apollorun.com e que você ouve inteiro no player abaixo. Recomendo “Love song” e “Wide eyes” (esta é um mix de Queen com Beatles).
90,7 MHz é a frequência da rádio Cidade, a mais nova FM no dial da região da Grande Florianópolis, com sede em São José. A Cidade FM faz parte da Rede Catarinense de Rádios, que possui emissoras em Criciúma (105 FM, Jovem Pan FM e Band FM) e Tubarão (Cidade FM e 102 FM) e já tem concessão para novas afiliadas em Palhoça, Navegantes, Joinville, Criciúma, Içara e Nova Veneza. Em termos de programação, nenhuma novidade: é mais do mesmo. A Cidade FM segue uma programação popular muita parecida com a da Band FM e a da Regional FM, que travam uma disputa acirrada pela preferência do público aqui na Grande Florianópolis, tocando sertanejo universitário e pagode romântico em massa.
Breve, a região da Grande Florianópolis deve ganhar uma nova FM, no 90,9 MHz, com sede em Rancho Queimado e do mesmo proprietário da Regional FM, Luiz Carlos Goedert. Em setembro, quando a concessão foi assinada, Goedert afirmou que estava em negociação com duas redes e que a nova emissora terá o público jovem como alvo.
Nesta próxima terça-feira, dia, 30, a partir das 20h, o YouTube realiza sua primeira transmissão ao vivo no Brasil, direto de São Paulo. Para isso, repete o modelo já aplicado lá fora, onda a transmissão do show de um artista de sucesso é apresentada com o suporte de um patrocinador de peso. Na estreia deste domingo, o YouTube conta com o patrocínio da Skol e irá reunir nomes em evidência do da música sertaneja (Victor e Léo, Luan Santana, Bruno e Marrone, João Bosco e Vinícius e Michel Teló). Batizado de Sertanejo Live, o show será transmitido no endereço www.youtube.com/sertanejo, onde já é possível assistir vídeos dos artistas comentando e convidando os fãs para a apresentação de domingo.
Vídeo para ouvir
Mesmo não sendo fã de música sertaneja, é importante ressaltar o papel cada vez mais importante do YouTube na música. Meu trabalho com o Rock SC confirma isso. Mas também encontro muitos artistas e fãs que divulgam novas músicas usando o site de vídeos do Google mesmo sem exibir um vídeo. Ou seja, publicam um vídeo que na verdade é uma imagem fixa (foto ou logo da banda) com o áudio. Abaixo, um exemplo: “Vida ou morte”, a música nova da banda CPM 22, que só lança novo disco no ano que vem, publicada no YouTube por um fã. Não é para assistir. É para ouvir. :)
Dica do colega Elton Souza (@Elton555): o piloto Rhys Millen, com o patrocínio da Red Bull, veio até Santa Catarina para uma exibição de drifting na sinuosa (e espetacular, segundo o site da Red Bull) Serra do Rio do Rastro. Driftin é uma “corrida de derrapegem”, retratada no filme Velozes e Furiosos - Desafio em Tóquio, que testa ao extremo a habilidade e a precisão do piloto.
Duas criações do site Left-Handed Toons, onde os destros Justin (@aujustin) e Drew (@drewmo) desenham usando a mão esquerda. As criações favoritas da dupla estão neste link. E toda a série está aqui.
Quando coloquei o Rock SC no ar, em setembro do ano passado, listei uma série de possibilidades que poderiam derivar da videoteca das bandas de Santa Catarina, desde que o site “pegasse”. O site “pegou”, caiu no gosto de bandas e fãs, entrou para a lista de blogs parceiros do Portal MTV e agora gera o primeiro produto: em parceria com o site De Olho na Ilha, site especializado em notícias e serviços de Florianópolis, passo a editar a coluna De Olho no Rock. A coluna será publicada toda quinta-feira, sempre destacando a agenda de shows e lançamentos das bandas da Grande Florianópolis, mas dando espaço também para atrações de fora da cidade, do estado e até do país que tocarem por aqui - desde que seja “do rock” ou de uma de suas vertentes. A parceria destaca o Rock SC como gerador de conteúdo (powered by :)), inclui acordos comerciais envolvendo a venda de espaços e colocação de banners, além de abrir também para novos negócios entre agenteinforma e De Olho na Ilha.
A primeira coluna De Olho no Rock está no ar (para mandar informações para a coluna escreva para deolhonorock@gmail.com). E breve, novas crias do Rock SC fazendo barulho em alguma mídia perto de você. Aguarde! :)
Muito boa a ação Natal Improvável, da Vivo, protaganizada pelo trio Os Barbixas, os craques do humor de improviso. Criada para divulgar a oferta natalina da operadora, a ação pega carona no espetáculo Improvável, sucesso dos Barbixas em teatros de todo o Brasil e também no YouTube com mais 160 milhões de visualizações, e incentiva o cliente a enviar, via Twitter, idéias de cenas relacionadas aos temas Natal e Família. A Vivo e os Barbixas vão escolher as melhores, que serão improvisadas pelo trio e exibidas no site www.vivo.com.br/familiailimitada. Os autores de cada cena escolhida ganham um smartphone. A ação vai até 6 de dezembro, último dia para enviar sugestões de cenas, e para concorrer, o cliente precisa postar as sugestões no Twitter usando hashtag #familiavivo.
Li neste fim de semana uma curta, porém muito interessante entrevista do guru do marketing Philip Kloter ao site Mundo do Marketing. Na entrevista, concedida ao jornalista Bruno Mello, Kloter, que há muito tempo faz a cabeça de estudantes e profissionais de marketing, trata de cinco questões, com destaque para os reflexos das redes sociais no marketing atual e na forma como as empresas se relacionam com seus clientes. Reproduzo abaixo a resposta de Kloter sobre o tema.
Mundo do Marketing - De que forma as redes sociais mudaram o marketing e o que as empresas podem desenvolver para se aproximar do consumidor neste ambiente?
Philip Kotler - Um número crescente de consumidores de todas as idades está entrando no Facebook, no Twitter e no Linkedin criando grandes redes sociais. As pessoas estão procurando informações sobre experiências de produtos e serviços de outros consumidores. Um brasileiro que esteja pensando em comprar um carro recém-lançado provavelmente dará mais valor à opinião de seus amigos do que aos anúncios. Muitas conversas nas redes sociais incluem opiniões favoráveis e desfavoráveis a respeito das marcas. Toda companhia agora está em um aquário com muitas pessoas discutindo os méritos de seus produtos e de suas marcas. Com isso, as empresas que não têm qualidade não sobreviverão. Já as fortes ficarão ainda melhores e as fracas se afogarão num mar de discussões negativas.
Direto do ComGurus (@ComGurus), um vídeo norte-americano dando instruções para usar o revolucionário telefone. Lembrei do primeiro telefone lá de casa, um “luxo” que só chegou no início dos anos 80, depois de muito tempo na lista de espera da antiga Telesc.
Os melhores momentos de um jogo morrinha como a Sessão da TardeBrasil 0 x 1 Argentina vêm em forma de piada, como a charge do Frank (@frankmaia) para o A Notícia desta quinta-feira, em mais uma tabelinha com Silvio Lach (@silviolach), via Twitter.
Estive ontem, dia 16, no curso de Jornalismo da Estácio de Sá, em São José, para falar um pouco meu trabalho com internet e me perguntaram se o jornalismo online vai acabar com outras mídias. Minha resposta: muito pelo contrário. Com internet, conteúdo de outras mídias se espalha com muito mais rapidez e facilidade. E também ajuda TV, rádio e impressos a oferecer produtos diferenciados para o público e para o anunciante (multimídia, infográfico, vídeos, podcast...).
Comentei isso agora há pouco no Twitter e, ao ser questionado sobre qual tinha sido minha resposta e qual seria uma possível solução para a questão comercial dos jornais online, troquei alguns tweets sobre o assunto com o colega Paulo Arenhart (@PauloArenhart), colunista do Notícias do Dia. Reproduzo abaixo o que tuitei.
- Jornalismo online caminha pra hiper-segmentação. Pede cada vez mais gestão/organização de conteúdo. Disso, produtos extras.
- E dos produtos extras, surgem novas oportunidades pra comercialização, fugindo da “bannerlização”.
- Se vender banner gigante e inconveniente dá dinheiro, ok, mas qual retorno real para o cliente? Para o site, grana e má fama.
- E não sou contra banner. Sou a favor de produtos segmentados, customizados, diferentes, criativos.
No embalo dos meus pitacos, quero saber quais são os seus. Qual sua opinião sobre jornalismo online e como a internet pode ajudar outras mídias? Ou pode matar?
Não tenho nada para dizer sobre o acordo dos Beatles com a Apple que marca a chegada do repertório da banda ao iTunes. Para quem Beatles na internet não é novidade, o melhor de hoje é o vídeo promocional The Beatles Through the Years, divulgado por conta do acordo e que resume a trajetória do quarteto em 3min59s de duração (e não 3h59min como escrevi antes).
Recebi pelo menos 4 mensagens no e-mail que uso para acessar o MSN com o assunto Casal Global e Flagrado Fazendo Sexo em Boate em Santa Catarina. Cenas Fortes e com um falso link do site do g1 - link que não deve ser clicado de forma alguma. De acordo com o site Linha Defensiva (@linhadefensiva), o falso link leva para um trojan, o popular Cavalo de Tróia, que abre as portas do computador do curioso para uma possível invasão.
Você conhece o Dazaranha? Se não conhece, precisa conhecer. Ou melhor, precisa fazer como eu e mais centenas de pessoas que, no sábado, dia 13, lotaram o Floripa Musical Hall, em Florianópolis, para participar (sim, participar!) do show de lançamento do CD e DVD Vagabundo Confesso: precisa assistir ao Dazaranha tocando ao vivo.
As fotos da Carla Azevedo (@carlinhaazevedo) que ilustram este post dão uma boa noção do que foi o show. Com 18 anos de carreira e perseverança num cenário nem sempre amigável para os “santos de casa”, Dazaranha é disparada a principal banda de Santa Catarina. Os anos de estrada deram consistência à banda e um repertório recheado de grandes músicas (“Vagabundo Confesso”, “Salão de festa a vapor”, “O cubo”, “Tribuzana”, “Nossa barulheira”...) que a plateia canta junto do primeiro ao último verso. E este não é apenas um comentário festivo. É uma constatação, fruto da parceria que a banda construiu com seu público.
Parceria, aliás, explicitada num fato pitoresco ocorrido antes do show, envolvendo um fã, que veio de Curitiba até Florianópolis para assistir ao show, e o violinista Fernando. O fã, com ingresso na mão, foi impedido de entrar no Floripa Music Hall porque estava de bermuda. Diante da proibição, Fernando não teve dúvida: emprestou sua calça e fez o show usando a bermuda do fã, que pode entrar e curtir as mais de 2h de show.
Como escreveu a jornalista Ligia Gastaldi no blog Balaio de Letras e Sons, “é muito bonito ver uma banda com tanto tempo de estrada e ainda tendo prazer de estar ali, um com outro”. “São 6 integrantes, mais uma equipe afinada por trás do palco, mais o trio de metais e um único astral: o astral do bem”, conclui a Ligia.
Além de acessar o site oficial, visite também a página do Dazaranha no Rock SC. E por conta das pesquisas para o Rock SC no YouTube, coloquei no ar um projeto que é praticamente um tributo à banda e àquele que considero o maior hit de um artista catarinense: utilizando o meme, criação do time brasileiro do Yahoo!, comecei a reunir todos os covers que já entrei de “Vagabundo Confesso” no YouTube (mais de 50, por enquanto) em um único endereço, o meme.yahoo.com/vagabundoconfesso.
Os shoppings de Florianópolis já entraram no clima de Natal com decoração, atrações e promoções especiais para atrair os consumidores. Pego carona no espírito natalino e saúdo os marketeiros dos shoppings — os primeiros a nos lembram que o Natal está para chegar — com aquela que eu considero a melhor — a mais hilária, com certeza — canção natalina dos últimos anos (e que a Simone não nos ouça...): “I wish it was Christmas today”, criação do Saturday Night Live que virou mania entre os fãs do programa (no YouTube você encontra muitos covers gravados por fãs).
A página de busca do Google celebra o descobrimento do raio-x, ocorrido há 115 anos. O doodle leva para a página de resultados com links sobre a história e explicações técnicas do raio-x.
Em destaca na home do site de vídeos Vimeo, a animação Into the Cosmos mostra discos de vinil ganhando vida, saindo de sótãos, caixas e prateleiras, atendendo ao chamado de um misterioso colecionador. O vídeo é uma criação Chopsy Animation, produzida com o uso de diversas técnicas.
Fui assistir Um parto de viagem, nova comédia de Todd Phillips, o mesmo diretor do sensacional Se beber, não case. Não vai virar mania, como no caso de Se beber, não case, mas Um parto de viagem é uma comédia exemplar, com um argumento clássico (dois estranhos em uma viagem de carro de uma ponta a outra dos Estados Unidos), mas recheada de piadas que até surpreendem quem espera pelo desfecho mais óbvio. Exemplo disso é o trecho que aparece logo no início do trailer, onde os personagens de Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis falam sobre a relação com seus pais. Aliás, Zach Galifianakis, estrela de Se beber, não case e protagonista de uma recente polêmica na TV americana, está impagável no papel de um pseudo-ator - mala - que tem como grande aspiração ir para Hollywood e trabalhar em Two and a half men, série da qual é fã (ele até criou um site, o It's raining two and a half men).
O Notícias do Dia, jornal do grupo Ric-Record e que circula com edições de Florianópolis e Joinville, estreia novo projeto editorial e gráfico neste fim de semana. A diagramação está mais leve e limpa. A tipologia usada em títulos e textos e o uso de elementos gráficos deram maior destaque para as colunas.
A capa da edição de estreia do novo projeto, ao lado, traz um fotão do meu compadre Victor Carlson, mostrando o pôr-do-sol no mirante do Ponto de Vista, entre a Lagoa da Conceição e a Barra da Lagoa. Aliás, a capa do jornal, com nova logomarca, mudou radicalmete em comparação ao projeto anterior. Antes, além de usar uma tipologia mais característica e cartolas, a capa do ND trazia mais chamadas. Agora, pelo menos nesta primeira edição do novo projeto, a opção foi abrir uma foto com chamada, incluir uma manchete principal e uma pequena manchete secundária no canto inferior da página.
Veja abaixo duas páginas da edição deste fim de semana do ND.
O Notícias do Dia é o principal concorrente do Diário Catarinense e Hora de Santa Catarina e do A Notícia, jornais do Grupo RBS em Florianópolis e em Joinville, respectivamente. E breve, o Notícias do Dia também irá enfrentar a RBS na internet com o lançamento do ND Online, o site de notícias do jornal da Ric-Record. O endereço www.ndonline.com.br já está no ar com uma página estática.
Primeiro, um trecho de “Flores em você”, música de 1986 do Ira!, ressurge na TV, embalando um comercial de absorvente.
Segundo, “Mais uma vez”, música de Renato Russo, gravada originalmente em 1987 pelo 14 Bis, com participação especial do vocalista da Legião Urbana, é a música-tema do comercial de um banco.
E ainda tem “Segurança”, primeiro sucesso dos Engenheiros do Hawaii, lançado na coletânea Rock Grande do Sul e depois no disco de estréia da banda gaúcha, de 1986, como trilha de uma montadora de veículos.
Com a colaboração da colega Michelle Araújo (@michellearaujo), recebi de Rogério Alves, diretor de criação da Propague, uma das principais agências de propaganda de Santa Catarina, algumas respostas sobre o processo de escolha de uma música para um comercial, destacando também o motivo para a escolha de “músicas velhas”, como no caso dos comerciais citados neste post.
Coluna Extra - Como acontece a escolha de uma música para o comercial? Que critérios são usados? Uma “música velha”, mas de grande sucesso, é melhor de ser usada do que um mega-hit recente?
Rogério Alves - Quando estamos criando uma campanha, temos uma mensagem para passar e o que acontece é que, eventualmente, na hora da criação de um comercial, nos ocorre uma música que diz exatamente o que é preciso dizer. As músicas antigas facilitam a compreensão da mensagem. E se a música for popular, as pessoas gostam de ouvir novamente. Junto com as imagens do comercial, a música antiga ganha um impacto diferente, que acaba despertando o interesse do público. Em outras situações de criação, já existe uma ideia de comercial que não pede necessariamente uma música conhecida. No entanto, em muitos destes casos, elas aumentam o recall de uma maneira geral, garantindo mais aceitação e simpatia para a campanha. A Rider é um exemplo de marca que só fazia comerciais com músicas conhecidas. Já o cigarro Hollywood usava músicas que eram tendência e só depois elas ficavam conhecidas. Aí, quando finalmente tocavam nas rádios, elas acabavam levando o recall do comercial junto. Neste caso, havia uma estratégia, já se sabia que a música ia estourar e a intenção era potencializar o recall.
Coluna Extra - Quando escolher uma música conhecida e quando escolher um jingle próprio?
Rogério Alves - Quando se vai pensar em trilha sonora para uma campanha, em qualquer situação é preciso ter um porquê: ou o clima da melodia ou a letra da musica acrescentam algo de especial. Sempre tem que ter pertinência. Ninguém começa uma campanha pensando em “vamos fazer uma campanha com uma música conhecida”. Até existem casos, mas são exceção. A escolha de uma música conhecida permite que a campanha seja mais memorável com um menor esforço de comunicação. Sempre tem que ter um motivo especial para utilizar uma música, mesmo uma não conhecida, que tenha a mensagem que você quer passar. Tem que valer a pena porque os custos de direitos autorais são altos. Tudo parte da necessidade da ideia que se quer transmitir. Um jingle tem uma característica própria: utiliza o recurso musical pra memorizar a mensagem mais facilmente, mas precisa de mais freqüência de veiculação do que uma música conhecida. A verdade é que não existe uma regra do tipo “se você quiser vender telefone, use jingle próprio”.
Coluna Extra - Como a agência chega até a editora da música? Existe um agente que oferece opções, catálogos, etc., a serviço das editoras musicais?
Rogério Alves - Algumas agências possuem um profissional chamado artbuyer (uma espécie de produtor especializado na compra de arte). Mas a maneira mais comum é as agências entrarem em contato com as produtoras de áudio. São elas que vão entrar em contato com as gravadoras, pesquisar a viabilidade e enviar o orçamento. Mesmo que você compre uma música pronta, é preciso passar pela produtora, porque vai ser preciso editar a música para caber no tempo do comercial. Geralmente os agentes perguntam quanto a marca está disposta a oferecer pela música. É como contratar um ator. O preço varia de acordo com mercado de atuação, produto, tempo de veiculação. Tem músicos que não vendem por nenhum dinheiro do mundo. É o caso das do Chico Buarque e do Caetano Veloso.
Dica do Gastão Cassel (@gastaocassel) agora há pouco, no Twitter: pesquisa do Ibope “Many-to-many: O fenômeno das redes sociais no Brasil”, que foi apresentada na edição deste ano do MaxiMídia, que praticamente passou batida - também por mim - na época de sua divulgação. Da pesquisa, extrai três gráficos que mostram Florianópolis em destaque e que servem de informação estratégica para quem, como é o meu caso com a agenteinforma, aposta em conteúdo para internet como negócio.
O primeiro gráfico mostra a capital catarinense como a “Capital das Redes Sociais”, onde as pessoas mais usam redes sociais.
O segundo gráfico mostra o comportamento dos usuários com os de Florianópolis no topo da pirâmide como aqueles que mais editam, moderam e influenciam.
Por fim, no terceiro gráfico, Florianópolis é destaque na pesquisa quanto à importância das redes sociais na difusão/captação de informações.
Uma série sobre lendas da Grande Florianópolis, publicada originalmente entre 2008 e 2009 na versão impressa do Hora de Santa Catarina, ganhou nova edição, desta vez no recém-lançado site do jornal popular do Grupo RBS. Com textos do amigo-peladeiro Sérgio Negrão, a versão online da série, batizada de Lendas da Nossa Gente, começou a ser publicada no último domingo e terá um total de 15 lendas, exibidas em flash, com ilustrações do cartunista Adorno.
Entre as lendas já publicadas no site do Hora está a do lobisomem da Costa de Dentro, praia do Sul da Ilha de Santa Catarina, que frequento desde criança. Escrevi sobre esta lenda em 2006, no blog coletivo +D1. Eis o meu texto:
O lobisomem da Costa de Dentro
A casa não existe mais. Ficava na Costa de Dentro, no começo do morro da praia da Solidão. Era de madeira, sem pintura e cercada de árvores. Naquela época, década de 80, era a única casa naquela área. E nela morava apenas uma pessoa: um senhor com idade entre 50 e 60 anos. Ninguém sabia muito a respeito dele. Raramente era visto durante o dia.
À noite, ele saía de casa, sempre com seu chapéu de palha pintado de azul. Não falava com ninguém e sempre seguia em direção ao então quase deserto loteamento dos Açores. Para os moradores da Costa de Dentro, o senhor do chapéu de palha pintado de azul não tinha nome. Apenas um apelido: lobisomem.
Desde os anos 90, não se tem mais notícias sobre ele. Ninguém sabe por onde anda ou se já morreu. Ficou a lenda.
O álbum coletivo da Ponte Hercílio Luz no Flickr, criado por mim em julho de 2008 para reunir fotos de todos os tipos e ângulos do cartão postal de Florianópolis, alcançou a marca de 412 fotos, com 93 membros inscritos. Uma das mais recentes a ingressar no álbum, de autoria de Adonis Augusto Magagnin Amarante, ilustra este post e mostra o pôr-de-sol mais sensacional de Florianópolis. Só falta saber qual o destino da “ponte velha”, cuja reforma se arrasta há anos.
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