Mais uma atração no Parque Temático Terra do Já Teve? - Coluna Extra

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quarta-feira, 3 de março de 2010

Mais uma atração no Parque Temático Terra do Já Teve?

No embalo da construção dos novos shoppings em Florianópolis, estou procurando investidores interessados em um grande negócio de ocasião: Parque Temático Terra do Já Teve. O projeto está em fase final. O que posso adiantar é que na entrada o visitante viverá a emoção de passar pela Ponte Hercílio Luz. Depois, fará uma parada no Miramar. Aí, subirá para o circuito dos cinemas. Assistirá um pastelão do mezanino do Ritz, participando de uma disputa animada de arremesso de pipoca e chiclete. Depois, aproveitará o conforto do São José. Em seguida, mais uma parada, desta vez para um cafezinho no Ponto Chic. Depois seguirá para o Aterro da Baía Sul e jogará um futebol no campo de areia. Se preferir, jogará basquete ou tênis nas quadras. Outra opção será escolher um dos campos do internato, aquele da Agronômica.
Breve, novas atrações.
Escrevi o texto acima em setembro de 2004 e é “baseado em fatos reais”. Florianópolis é isso e aquilo, mas também é uma cidade com fama de perder, por descuido, incompetência, falta de interesse ou ignorância, pedaços importantes de sua história, como os locais destacados no texto. E perto de completar mais um aniversário da cidade, 284 anos no próximo dia 23, o Parque Temático Terra do Já Teve ganhou mais uma atração, o Bar do Tião, reduto do samba e do choro da cidade desde 1991, que fechou as portas no mês de fevereiro.

Situado no bairro Monte Verde, o bar foi tombado no final do ano passado como Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Florianópolis e atualmente era administrado pela neta de seu fundador, o músico João Batista de Almeida, o seu Tião, já falecido. O fechamento teria sido determinado pelo Ministério Público de Santa Catarina, motivado por uma ação movida por um morador vizinho, incomodado com o movimento no local nas noites de funcionamento do bar (pedi mais informações sobre o assunto ao MPSC, mas ainda não recebi nenhuma resposta).

Fui vizinho do Bar do Tião por alguns anos. Por várias vezes, nem precisava sair de casa para ouvir a turma do Bar do Tião desfilando clássico atrás de clássico. Bastava abrir a janela. E pela janela, dava para perceber que a boa música e o clima boêmio atraía muita gente para aquela região do bairro, o que era visível também pela quantidade de carros estacionados em frente ao bar e nas ruas próximas. Mas se esse movimento do lado de fora do bar, que, como em qualquer outro lugar de sucesso na cidade, poderia gerar algum tipo de confusão, começou a incomodar o vizinho, por que não brigar junto com o bar (e não contra) para resolver isso? Por que culpar o bar pelo o que acontece do lado de fora do estabelecimento? Perde a cultura e a vida noturna de Florianópolis. Mas que não seja por muito tempo.

(Para saber mais sobre o Bar do Tião, leia Bar do Tião: um retrato da história do samba, reportagem de Phelipe Janning, publicada no jornal Notícias do Dia em outubro de 2008 e reproduzida no site OverMundo.)

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2 comentários:

  1. Lembro que jogava basquete com meu filho Alexandre e amigos do DC, na Baía Sul, era um lugar muito agradável, quadras de tênis, esportes dos mais variados, uma bela época de Floripa.

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  2. Sobre fechamento do Bar do Tião, falei com Ministério Público: bar pode reabrir se atender as adequações que constam na ação civil pública. Ou seja, fechamento é suspensão das atividades até que os donos do bar cumpram o que determina o MP.

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