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sexta-feira, 27 de março de 2009

#horadoplaneta e desabafo

Neste sábado, dia 28, acontece a Hora do Planeta (@horadoplaneta), iniciativa da ONG ambiental WWF que pede que às 20h30min as luzes de casas, empresas e monumentos em todo o mundo sejam apagadas por 60 minutos para demonstrar a preocupação com o aquecimento global. A prefeitura de Florianópolis demorou, mas aderiu ao ato e amanhã, na hora marcada, as luzes da Ponte Hercílio Luz, do Obelisco e da Praça dos Namorados, na Beira-Mar Norte.

E por falar em clima, Florianópolis...

A arquiteta e urbanista Juliana Dreher deixou um comentário no post sobre o projeto One Degree Less, que propõe idéias como pintar os telhados de branco para diminui em pelo menos 1°C a temperatura nas chamadas “ilhas de calor”. Ela fala sobre uma questão que já gerou muita polêmica aqui em Florianópolis (asfaltamento de várias ruas da cidade), mas parece ter sido esquecida por muitos. Para recolocar o assunto em pauta, reproduzo abaixo o desabafo da Juliana.

Essa campanha (One Degree Less) é maravilhosa. É e uma maneira barata de fazer a diferença. Infelizmente, aqui na nossa cidade maravilhosa o prefeito vai na contramão de tudo com o “tapete preto”, que é um projeto feito para os carros (preferencialmente aqueles com ar condicionado) e não para os pedestres, já que torna a rua um lugar ainda mais quente na nossa cidade pouco arborizada e com calçadas pífias. E permitem aos carros andarem ainda mais rápido tornando o trânsito ainda mais violento. Desculpe o desabafo, mas não consegui segurar.

Juliana Dreher
Arquiteta e Urbanista

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Um comentário:

  1. O aquecimento de Florianópolis parece um papo distante, mas não é. Sou testemunha. No Córrego Grande, onde moro,passei muitos anos sem ar condicionado em casa. Nas noites quentes bastava abrir uma janela e uma brisa sempre socorria a gente. A construção desenfreada de prédios nas redondezas e bem na esquina da minha casa (dois de 16 andares!)simplesmente abafou a rua e mudou o microclima. Hoje não dá mais para dormir sem a ajuda do condicionador de ar mesmo nas noites não tão quentes. E a menos de 100 metros do meu prédio já crescem mais dois arranha-céus. É o que nosso prefeito chama de progresso. Eu chamo de morte lenta da nossa cidade.

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