O dia em que a música morreu - Coluna Extra

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O dia em que a música morreu

O dia 3 de fevereiro é um dos dias mais tristes da história do rock. Há 50 anos, numa noite com forte tempestade de neve no estado de Iowa, nos Estados Unidos, um acidente aéreo matou Buddy Holly, um dos grandes nomes da primeira geração de roqueiros, que emplacou sucessos como “Peggy Sue”, “That you'll be the day”, “Heartbeat”, entre outros, e influenciou muitos outros nomes do rock, de Paul McCartney a Elvis Costello. Com Buddy, morreram também Ritchie Valens, recém-lançado ao estrelado com sua regravação de “La Bamba”, e o DJ Big Bopper.

Em 1978, a história de Buddy Holly virou filme. The Buddy Holly Story rendeu uma indicação ao Oscar de melhor ator para Gary Busey por sua interpretação de Buddy Holly. O filme, pouco exibido nas TVs (eu assisti uma vez no Corujão), mostra como o jovem texano Charles Hardin Holley, escolado no country, conseguiu se destacar entre tantos nomes que surgiram naqueles primeiros anos de rock. E mesmo sendo contemporâneo de Elvis, Carl Perkins, Chuck Berry e outros, o som de Holly era diferente. Não é exagero dizer que Buddy Holly antecipou a sonoridade popularizada pelos Beatles na primeira metade dos anos 60 e ficou conhecida como mersey beat. E por falar em Beatles, a influência de Buddy Holly não foi apenas musical. O nome “beetles” (besouros) também é uma homenagem do quarteto de Liverpool à banda do ídolo texano, The Crickets (grilos). Saiba mais sobre as origens dos nomes das duas bandas no verbete que ajudei a criar na Wikipedia.

Durante a manhã desta terça-feira, postei no Blip.fm algumas músicas e comentários relacionados ao dia de hoje, incluindo “American Pie”, música lançada em 1971 por Don McLean e que decreta: a música morreu naquele acidente aéreo de 3 de fevereiro de 1959. E McLean escreveu sobre Buddy Holly no site da CNN (em inglês).






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