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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Lições práticas

O Diarinho, com sede em Itajaí e circulação no litoral de Santa Catarina (de Florianópolis a Barra Velha), completa 30 anos nesta segunda-feira, dia 12, e como parte das comemorações, a edição deste fim de semana trouxe uma entrevista especial com a diretora do jornal, Samara Toth Vieira. E o resultado, construído a partir de perguntas enviadas por leitores, é uma coletânea de lições práticas não só sobre jornalismo, mas também sobre como administrar um negócio no jornalismo. Além de ressaltar as raízes que ainda norteiam o trabalho do jornal, Samara mostra que sabe onde está pisando, com quem está “brigando” e como mantém o Diarinho na rota sem perder o foco, a independência, acima de tudo.

A convite do Cesar Valente, do De Olho na Capital, contribuí com a entrevista enviando quatro perguntas, das quais reproduzo duas, com as respectivas respostas, claro (a entrevista na íntegra foi disponibilizada pelo Cesar aqui).

Quem lê as manchetes e vê algumas das fotos do Diarinho fica com a impressão de que “vale tudo” no jornal. É isso mesmo? Qual o limite editorial do Diarinho? E no papel de editora/diretora do jornal, como é dar esse limite?

Samara Toth Vieira - O limite da notícia é a verdade. A gente não faz ficção. Quando existe um fato, foi bem apurado, então é notícia e pode ir para as nossas página. Seja um crime, uma denúncia de corrupção, uma reclamação. Não tem nenhum tipo de purismo: “ah, isso é feio”, “ah, isso é triste, então a gente não fala”. Funciona assim: aconteceu, tem interesse jornalístico, foi bem apurado, foram ouvidas as pessoas envolvidas? Então é matéria!

De que forma a experiência com o blog Diarinho na Chuva (criado durante as enchentes de novembro) está influenciando ou vai influenciar no projeto do novo site do jornal? O que o jornal tirou de lição da experiência?

Samara Toth Vieira - Qualquer crescimento que se imagine para o jornal e ignore a internet será uma burrice. A internet, apesar de eu não acreditar que o jornal de papel vá acabar, agrega valor ao (jornal) impresso. O blog mostrou o quanto é imediata essa relação online com o leitor. A gente trabalha o dia inteiro para amanhã colocar o jornal na rua e as pessoas o lerem. Na internet, em questão de cinco minutos, tu tens uma resposta. Ele já leu a tua mensagem, já te deu o retorno.

Ficou uma experiência muito positiva pelo número de acessos naquele momento delicado que foi a enchente, quando a gente tinha dificuldade de sair às ruas. Não porque a gente não conseguisse fazer o jornal, mas porque a gente não conseguia circular. A cidade (Itajaí) estava embaixo d´água. Os entregadores estavam com problemas, não conseguiam vir trabalhar. A idéia do blog foi muito feliz. A gente conseguiu passar informação. Claro que o leitor da internet não é o mesmo da versão impressa. Isso é uma sacada a mais que tem que ter: as pessoas que leem o Diarinho impresso não são as mesmas que leem na internet. O nosso site peca hoje por isso, pela falta de imediatismo. A gente pega toda a edição impressa e coloca o conteúdo na internet. Estamos revendo isso porque a intenção é usar a agilidade da internet para aperfeiçoar a nossa comunicação com o leitor.

Um comentário:

  1. Anônimo6:46 PM

    Gostei de ler o "entrevistão" com sra. Samara Vieira.
    Um catarinense de longe, eu preciso saber qual o endereço eletrônico da editora da Samara. Você pode me ajudar?

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