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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Em busca de respostas sobre Google

Estive ontem no fórum de inovação da Sucesu (#forumsucesu) para acompanhar a palestra de Félix Ximenes, diretor de comunicação da Google no Brasil. Durante a palestra Gestão para Inovação: o estilo Google, Ximenes fez algumas considerações sobre as mudanças ocorridas na internet nos últimos anos e sobre o mercado de um modo geral. Destacou, por exemplo, o crescimento no uso do celular. “Cada vez mais as pessoas vão ter acesso à internet primeiro pelo celular e não pelo computador”, afirmou, citando o potencial de Santa Catarina no desenvolvimento de tecnologia para celular. Em nenhum momento, obviamente, abriu o jogo em relação a investimentos ou lançamentos da Google. E também, por razões igualmente óbvias, evitou citar produtos do maior concorrente da empresa (eu anotei: a palavra Microsoft foi citada apenas uma vez :).

Sobre a Google, Ximenes destacou o posicionamento da empresa no mercado. “Tecnologia para a Google é o meio, não é o fim”, enfatizou Ximenes. “Prestamos serviços de tecnologia”. Ele também não esqueceu de falar sobre gestão. E é impressionante o impacto que a trajetória e o estilo da empresa provocam na platéia: um misto de admiração e inspiração. Ontem, não foi diferente, especialmente sobre a liberdade que a Google dá para que os funcionários pensem e trabalhem em projetos pessoais ou simplesmente saiam da sala para dar uma volta ou praticar algum esporte durante o expediente. Questionado se o modelo serve para outras empresas, Ximenes foi direto: “A Google já nasceu assim”. Ou seja, convencer o chefe tacanho a flexibilizar a gestão (estimular a criatividade em vez de cobrar horário, por exemplo) tem tudo para ser um tiro n’água - infelizmente.

Na conversa após a palestra, a convite do amigo Rodrigo Lóssio, assessor do evento, e da qual participaram também Francis França, da revista Empreendedor, e Rogério Mosimann, da Estácio de Sá, questionei Ximenes sobre a visão que a Google tem do mercado brasileiro. Quis saber dele se para a empresa o Brasil é apenas o país que é viciado em Orkut. Como resposta, Ximenes enumerou a posição que outros serviços da empresa ocupam no território brasileiro. “Em termos de receita, o Brasil não está entre os dez maiores, mas está muito bem em termos de usabilidade”, disse. Ximenes citou como exemplo o fato da Brasil Telecom ser o maior cliente mundial da Google no uso de aplicativos do Gmail. A partir de casos como o da Brasil Telecom e mesmo que a posição de alguns serviços não seja das melhores, a empresa vê potencial de crescimento no país. “Tanto é que temos uma infra-estrutura consolidada aqui”, destacou. “E o Brasil tem muito para crescer”.

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