Muito antes do Blip.fm - Coluna Extra

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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Muito antes do Blip.fm

Uma das razões para o sucesso do Blip.fm é a possibilidade do usuário ter um mega-playlist com músicas selecionadas por ele e por seus “DJs” favoritos. É só entrar no site, dar um play e deixar a música rolar na sua “rádio” particular. Com os acessos ao site e os posts que escrevi sobre o assunto, lembrei que muito antes do Blip.fm virar febre, a rádio Ipanema FM, de Porto Alegre, já investia em uma idéia semelhante, baseada na possibilidade do ouvinte, através da internet, criar o playlist da programação da emissora (não toca só no site). O MyPlayer, lançado em junho de 2006, vai ao ar durante as madrugadas da Ipanema e funciona assim:

Para participar, o internauta deverá ser cadastrado no site da rádio. Cada internauta poderá selecionar uma música e uma vinheta que serão lançadas na programação e deixarão de constar nas (músicas e vinhetas) disponíveis. Durante as madrugadas de segunda a sexta, das 0h as 6h, serão 6 blocos com 60 minutos cada (exceto nas segundas quando o programa será das 2h as 6h, e terá 4 blocos).

Os ouvintes escolhem as músicas disponibilizadas pela equipe da Ipanema, mas também podem enviar sugestões por e-mail (já com o mp3 anexado). A seleção, assim como os playlists do Blip.fm, é variada. Na programação da madrugada desta terça-feira, por exemplo, os ouvintes selecionaram Caetano Veloso, Beatles, AC/DC, Júpiter Maçã, Planet Hemp, Erasmo Carlos, entre outros (só falta o conceito de rede social e interatividade entre os ouvintes que participam com freqüência).

A 89FM, de São Paulo, lançou algo parecido com o MyPlayer em 2007, o iPlay, que disponibiliza músicas e spots de humor. O site não diz se o ouvinte pode enviar sugestões e, pela quantidade de músicas, mais de 200, a programação não deve fugir muito do playlist oficial da emissora, ao contrário do MyPlayer da Ipanema, que tem mais de 2 mil músicas disponíveis.




Somando o modelo do MyPlayer da Ipanema ao conceito do Blip.fm, alguma emissora arriscaria colocar no ar um programação feita pelos ouvintes na rede social musical? É praticamente a mesma idéia do “jukebox virtual”: é criar um perfil no Blip.fm, adicionar ouvintes-DJs e plugar na mesa. Quem topa uma rádio Blip.fm?

(Sobre o MyPlayer, leia uma matéria publicada na revista Bizz em 2007).

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