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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Você linka como eu linko?

O assunto rendeu posts (no Impressão Digital e no DVeras em Rede) e muita conversa entre colegas do +D1: o que fazer com quem usa a área de comentários de um blog simplesmente para pedir troca de link? A opinião é praticamente unânime de que essa não é a melhor estratégia, especialmente quando o tom do “comentário” é na linha “linka aí” e que se dane o conteúdo, as afinidades, os interesses, enfim. “Quer dizer que não dá para pedir para colocar um link no teu blog, Alexandre?” Claro que dá. Mas não assim, do link pelo link. Se eu achar o blog interessante, linko e recomendo aos leitores do Coluna Extra, como sempre faço. Se um blogueiro deixa um comentário (comentário mesmo) e diz que vai linkar o Coluna, vou lá conferir. E se for o caso, dentro dos meus critérios, retribuo a gentileza.

Obviamente, dá para entender essa necessidade de ter o blog linkado de qualquer jeito, em qualquer lugar, de olho num melhor posicionamento nas buscas via Google. Mas cá entre nós: entre um link fixo num blogroll e um link no meio de um post, citando um conteúdo relevante, o que você prefere? Eu prefiro a segunda opção.

Sobre essa questão, a pedido do Coluna Extra, Conrado Adolpho Vaz, autor do livro Google Marketing, comenta a prática do “linka aí” e indica uma postura mais adequada ao universo blogueiro.
(A prática) Funciona, sim, mas tem que ser feita de uma maneira séria e parcimoniosa. A blogosfera é um universo à parte, formado muito em parte pelos dissidentes de um sistema midiático que beira à falência. O mainstream está com os dias contatos em um mundo heterogêneo e cada vez mais voltado para as necessidades individuais. Os blogs estão inseridos nesse universo como uma alternativa viável de comunicação e entretenimento da “we-media”.

Pensar em veiculação nos blogs da mesma maneira que se pensa em veiculação em mídia tradicional não funciona. Então, para a troca de links em blogs, assim como várias outras ações de marketing, deve-se prezar o relacionamento. Fazer com que o blogueiro queira colocar o seu link, queira proporcionar ao seu leitor um conteúdo de qualidade. O seu blog deve ser visto como tal. Não simplesmente pedir “oi...eu não lhe conheço, mas...que tal trocarmos links?”. Isso não funciona porque, mesmo que um blogueiro troque links com outro através de um pedido como esse, ele não faz isso só com você, mas com vários outros que não necessariamente tem conteúdo de valor. Isso acarreta um blog cheio de links e poucos relevantes de fato. O segredo é: dedique-se ao seu blog e pense no que é mais relevante para o usuário. O resultado vem naturalmente.
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4 comentários:

  1. Valeu pelo link, Alexandre. Hehehehe.

    Estra contra-meme tá dando certo.

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  2. Falou e disse. Grande abraço

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  3. Concordo plenamente.
    Essa prática aí parece com a conduta dos "sem amigo no mundo real" que adicionam deus e o mundo na sua rede social pra colecionar o maior número de "amigos desconhecidos". Pra quê?
    O mais lógico seria o contrário, cultuar relacionamentos e depois usufruir dos benefícios da troca de conteúdo e de links.

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  4. Poisé, enquanto tem tanto neguinho fazendo negócios de todo tipo nos blogs, os robôs do Blogger agora implicaram com o meu pacato blog De Olho na Capital. Segundo os robôs, o De Olho é potencialmente um "spam blog", mantido por sujeitos perigosos que precisam ser monitorados. Desde ontem, qualquer coisa que eu queira fazer no "meu" blog só é autorizada com uma "word verification". E só serei "liberado" depois que alguém do Blogger fizer pessoalmente uma verificação do que o meu blog trata. Pode?

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