“A unificação da Rede SC e da RIC é um passo de fortalecimento e consolidação” - Coluna Extra

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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

“A unificação da Rede SC e da RIC é um passo de fortalecimento e consolidação”

A Rede SC divulgou oficialmente ontem, em comunicado exibido em sua programação, que deixa de ser afiliada do SBT no próximo dia 1º de fevereiro, quando passa a fazer parte da RIC (Rede Independência de Comunicação) e a transmitir a programação de Rede Record. A data poderá ser antecipada, caso o SBT encontre uma alternativa para retransmitir sua programação em Santa Catarina.

Com a decisão, que unifica as operações da família Petrelli nos estados do Paraná e Santa Catarina, além das quatro emissoras que já possui no estado (Florianópolis, Blumenau, Joinville e Chapecó), o RIC ficará responsável também pelos canais da Record em Itajaí e Xanxerê, além dos jornais Notícias do Dia de Florianópolis e de Joinville (a rádio Mais Alegria Am, de São José, foi arrendada e não faz mais parte do grupo). O canal 6, que atualmente transmite a programação da Record em Florianópolis, passará a transmitir o sinal da Record News, vinculada diretamente à cabeça da rede em São Paulo.

Em entrevista exclusiva ao Coluna Extra, o gerente de marketing da (ainda) Rede SC, Luciano Santa Ritta, conta o que levou a unificação das operações e a troca de rede e diz quais resultados imediatos a RIC quer alcançar.

Coluna Extra - O que motivou a mudança de rede e a unificação das operações da família Petrelli no Paraná e Santa Catarina?

Luciano Santa Ritta - A mudança de rede é de fato uma extensão de uma operação bem sucedida que o grupo já tinha com a Record no Paraná. E a união dos grupos catarinense e paranaense é um movimento natural de uma empresa que busca o destaque nacional no seu ramo de atuação. É um passo de fortalecimento e consolidação como um dos maiores grupos de mídia do Brasil. A união, além de óbvia para as partes envolvidas, era uma exigência do mercado, um movimento para sustentar a livre concorrência que antes estava sendo suprimida por um player desproporcionalmente maior. Acreditamos que a partir de agora, a formação de um novo grupo com forças reais de combate trará um imenso benefício ao mercado publicitário do estado.

Coluna Extra - Como fica a programação local transmitida pela Rede SC? Será mantida com a mudança para a Record? E os profissionais serão mantidos? Existe a possibilidade de alguns profissionais que estão na Record migrarem para a RIC?

Santa Ritta - A RIC tem os mesmos valores éticos e profissionais da Rede SC, que tem como foco principal, dar luz à regionalidade, dar espaço ao cidadão da região onde a empresa está presente. Pode ocorrer um ou outro ajuste na programação, mas é cedo para dizer exatamente quais. Sobre os profissionais, essa é uma questão delicada e difícil de responder com precisão agora. A intenção da empresa é integrar os profissionais que já trabalham na Record. A empresa quer acrescentar espaço no mercado, quer crescer. Porém, essa engenharia é complicada. Mas acredito no melhor dos cenários.

Coluna Extra - Que resultados imediatos a RIC pretende alcançar?

Santa Ritta - A RIC quer e precisa se apresentar para o mercado catarinense. Apresentar essa nova configuração. O resultado imediato que a RIC pretende alcançar é esse reconhecimento do mercado e da população catarinense e reafirmar a liderança regional. Creio que há bastante trabalho pelo frente, um desafio, um bom desafio. Ativo e inspirador.

Do editor
As idas e vindas do SBT em Santa Catarina

Quem é de Santa Catarina está acostumado com as idas e vindas da programação do SBT no estado. Assim, de cabeça, lembro que começou a ser transmitida pela TV Cultura (na rabeira da falida TV Tupi). Depois, foi transmitida pela TV Barriga Verde (que largou o SBT para ser afiliada da Band o leitor Ari corrige: “Em 1985, a Barriga Verde largou o SBT para ser afiliada da Manchete. Quando a RCE TV trocou a Band pela Rede OM Brasil - atual CNT -, em 1992, a Barriga Verde deixou a Manchete e virou afiliada da Band”). O sinal voltou através da TV Planalto, de Lages, que mais tarde formou a Rede SCC, com a TV O Estado, de Florianópolis, que posteriormente virou a cabeça da Rede SC. E a Planalto trocou o SBT pela Rede TV! E é justamente a afiliada da Rede TV!, do empresário Roberto Amaral, a mais cotada para ser a nova afiliada do SBT em território catarinense.
Atualizado em 30/11, às 0h20min: Do site Acontecendo Aqui - Divulgado na tarde desta quinta-feira, 29-11, que o SBT assinou contrato de filiação com a TV Lages, de Santa Catarina. A emissora presidida pelo empresário Roberto Amaral, que através de uma rede de retransmissoras cobre mais de 90% dos domicilios do Estado, passará em fevereiro a transmitir a programação do SBT que vinha sendo transmitida pela RedeSC.

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Um comentário:

  1. Alexandre, apenas uma correção: em 1985, a Barriga Verde largou o SBT para ser afiliada da Manchete. Quando a RCE TV trocou a Band pela Rede OM Brasil (atual CNT), em 1992, a Barriga Verde deixou a Manchete e virou afiliada da Band.

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