Perguntas sem respostas. Ou quase. - Coluna Extra

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sexta-feira, 6 de julho de 2007

Perguntas sem respostas. Ou quase.

No dia 26 de maio, enviei para a assessoria de imprensa da revista Bizz, muito prestativa por sinal, três perguntas para o editor Ricardo Alexandre, que, como você pode conferir abaixo, tratavam basicamente do perfil da publicação e do certo contraste entre o conteúdo e os anúncios.
1) O que motivou a mudança no perfil da revista, que voltou ao mercado focada e com o lema “música é tudo”, mas que agora está abrindo mais espaço para outros assuntos, como cinema, por exemplo? O que a Bizz pretende com essa mudança?

2) Na sua avaliação, uma mudança como essa, de perfil editorial (mesmo que no passado a Bizz tenha destacado o assunto cinema), não remete àquela velha questão de que revista especializada em música não vinga no Brasil e que por isso tem abrir o leque para outros assuntos?

3) Conversando com colegas leitores, observamos um certo descompasso entre o conteúdo da revista e alguns anúncios. Ou seja, há anúncios voltados para um público mais jovem, quase adolescente, mas há um conteúdo para pessoas mais velhas (casa dos 30 e poucos, como é o meu caso e que são leitores de longa data da revista). O que você pensa a respeito dessa percepção?
No dia 28 de maio, a assessoria me escreve para dizer que o Ricardo estava de férias e retornaria somente no dia 4 de junho. “Ok, eu espero”, respondi. Mas enquanto esperava, li notas sobre a saída de Ricardo Alexandre (fiquei sem as respostas) e sobre o fim da revista (uma resposta para as três perguntas?), que iria circular pela última vez no mês de julho com o último show dos Los Hermanos na capa.

Segundo reportagem de Thaís Naldoni no Portal da Imprensa, a Editora Abril disse em nota que pretende manter o site no ar e fazer de Bizz uma publicação esporádica com matérias especiais. Thaís escreve ainda que “fontes internas informaram ao Portal Imprensa que o fechamento da revista vem sendo estudado há dois meses, em razão de seu baixo faturamento em publicidade e vendagem em bancas”. E não duvido que o sucesso comercial da concorrente recém-chegada Rolling Stone tenha contribuído para a decisão (é sempre impressionante a seqüência de anúncios de página dupla que costuma abrir as edições da RS).

E essa história da Abril manter Bizz como um título esporádico não faz o menor sentido, especialmente porque não terá o caráter de teste de mercado, medir a receptividade para um produto com periodicidade. Eu, sinceramente, não vejo mais mercado para o título. O nome “Bizz” já cumpriu sua missão e deveria ser preservado. Está na história como uma boa lembrança. E se não vai para as bancas a cada mês, é lá, na lembrança, que deve ficar.

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2 comentários:

  1. Ale, meu fofo, meu querido!

    Muito obrigada por se lembrar de mim. Pedi a Francis q desse um beijão em vc por mim, mesmo eu passando por aqui.

    Adorei conversar com ela, foi bem legal. Tô doida pra ver a matéria!

    Menino, q coisa estranha (embora previsível) essa da Bizz, hein?!

    Vc matou a pau e os caras ainda nem estavam preparados pra contar rs.

    Complicado é insistir tanto assim, chega a estraga a lembrança.

    Bem, agora deixa eu curtir mais um pouquinho os teus posts q como sempre, continuam excelentes.

    bj$$$ e bj$$$ Ale, mantenha contato ;)

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  2. Anônimo11:58 PM

    Você poderia ter procurado direto o Ricardo Alexandre. Algumas entrevistas que ele concedeu quando esteve a frente da Bizz aconteceream sem a participação da assessoria de imprensa, como essa:

    http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=366IMQ006

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