Os músicos vão à luta - Coluna Extra

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terça-feira, 15 de maio de 2007

Os músicos vão à luta

Florianópolis vive um período de intensa movimentação na área musical desde que algumas bandas da cidade resolveram brigar - juntas - por mais espaço para a produção local. Batizada de Clube da Luta, essa ação cooperada tem como uma de suas preocupações principais valorizar o trabalho autoral das bandas. Ou seja, nos shows promovidos pelo Clube da Luta mensalmente não é permitido cover, só música própria.

Nesse embalo, o que considero mais interessante na iniciativa é que não se trata de um movimento estético (como já houve no passado e acabou morrendo na casca por falta de consistência). Na minha percepção, o Clube da Luta, que está próximo de completar um ano, é um movimento em prol da criação e do estabelecimento de uma cena, de um mercado. Isso fica evidente na maneira profissional com que as bandas que participam do Clube produzem suas músicas, discos e clipes.

Para exemplificar, selecionei dois clipes de bandas que integram o Clube da Luta. O primeiro é do Coletivo Operante, que conta com grandes músicos aqui de Florianópolis em sua formação, entre os quais meu amigo Ulysses Dutra, do blog Esquerda Festiva, guitarrista de primeira linha. O clipe é da música “Não vou parar”.



O segundo clipe é da Rufus, uma banda que começou em 2003 e que já tem um CD independente lançado. “Mais que ontem” é o clipe de estréia da banda, totalmente produzido em Florianópolis, e que foi disponibilizado no início deste mês no YouTube, “canal” escolhido para divulgação.



Para saber mais sobre o Clube da Luta, acesse a comunidade no Orkut ou a página no My Space.
As bandas citadas no post também possuem comunidades no Orkut:
Coletivo Operante
Rufus
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4 comentários:

  1. Muito bacana sua percepção sobre essa tentativa das bandas de firmar uma cena musical em floripa. Realmente é uma luta, mas as bandas estão sabendo brigar. Vamos seguindo, fazendo cada um o q sabe, e esperando o retorno dessa batalha. Alexandre, muito obrigado pelo apoio com sua mídia, que é muito bacana por sinal, e parabens pelo sucesso do COLUNA EXTRA.

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  2. Salve Alex! A luta continua. Valeu! Um abraço

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  3. Bobagem. Cada banda que toque o que bem entender. Quem tiver público se estabelece. Quem não tiver, bye, bye. É o bom e velho "mercado", que funciona para tudo, até para música - queiram ou não os nossos queridos músicos. Quer fazer cover? vá em frente. Quer fazer som próprio? Idem. Quer misturar os dois? ótimo. Quer dizer que, se a moda pegar, não vou poder ouvir Os Chefes (a melhor banda de SC) fazerem um cover do Credence??!!
    "Movimentos" quase sempre são imbecilizantes; tendem a padronizar, mesmo pretendendo justamente o contrário.
    Teu blog tá cada vez melhor.
    abs

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  4. ph,
    Uma coisa não elimina a outra. A proposta do Clube da Luta não é lutar contra outras bandas e pregar a morte ao cover. É lutar justamente por uma coisa que aqui em Floripa ainda não tem e é o que diz: um sólido mercado para quem faz música própria. Ou seja, tem que haver espaço para as duas coisas. E se isso puder ser equilibrado, ainda melhor. No fim das contas, música é bom de qualquer jeito. E vale ouvir "Have ever you seen the rain" em qualquer bar, mas também vale conhecer coisas novas. Essa é a graça. E um detalhe: no post ressalto justamente o fato do Clube da Luta não ser um movimento estético, como o tal do Mané Beat (sic) que tentaram fazer uns anos atrás. É um movimento pelo mercado, com um cardápio variado de estilos e propostas. Valeu pela visita.

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