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sábado, 23 de dezembro de 2006

Odair José no seu merecido lugar

O economista Sandro Bello, 34 anos, cresceu ouvindo rádio AM nos anos 70, quando as paradas de sucesso ainda eram dominadas pela Jovem Guarda e pela chamada “música cafona” representada por cantores como Odair José. “Mais tarde por influência familiar passei ouvir e muito MPB e na adolescência veio o rock’n’roll, mas nunca o gostar de uma fase excluiu o gostar de outra”, diz. Realmente não excluiu. Bello é dono da Allegro Discos e responsável direto pelo disco Vou tirar você desse lugar - Tributo a Odair José, um dos melhores discos lançados em 2006 e que deu a visibilidade merecida à obra de um artista até então relegado a segundo plano.

“Odair José é um caso exemplar da MPB. Muita gente conhece pouco mas acaba por ter uma opinião formada sobre ele, ou seja, um cantor ‘brega’, ‘cafona’, datado que fez sucesso nos anos 70 com a música da ‘Pílula’”, analisa Bello. “Só que quem se permite a conhecer sua obra, sabe que vai muito além disto por Odair usar a linguagem do ‘homem comum’ e mostrar o dia-a-dia das pessoas com um olhar de dentro para fora e não de fora para dentro”, diz.

Além de muitos elogios, a iniciativa de Bello também recebeu o prêmio de Melhor Projeto Especial na categoria Música pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Bello diz ter recebido o prêmio com muita suspresa por se tratar do trabalho de estréia da Allegro. “O projeto do CD foi feito de forma coletiva, envolvendo no final 18 bandas, centenas de pessoas e, portanto, o prêmio da APCA pertence a cada um que deu sua contribuição direta e indiretamente”, diz. “Pertence também ao próprio Odair José”, destaca.

Depois do disco-tributo a Odair José, a Allegro prepara o lançamento do segundo CD da coleção que Sandro Bello chama de “Trilogia 70”. “Se chamará Eu não sou cachorro, mesmo, um tributo à música cafona setentista”, diz. A Allegro lança ainda o disco da banda catarinense Reino Fungi. “A banda é de Joinville e uma das grandes promessas desta geração atual”, atesta Bello.

Fã de boa música, Bello ouve de Tonico e Tinoco a Bach. “Digo isto sem querer ser pedante ou algo assim, mas são os ‘extremos’ do meu gosto musical”, afirma. Não por acaso, ao montar a Allegro Discos, em Goiânia, Bello tinha como objetivo inicial licenciar discos clássicos e raros e lançá-los em formatos especiais e edições limitadas. “Daí nosso slogan ‘de fã para fã’.

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