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segunda-feira, 2 de outubro de 2006

O dia seguinte

Quando o assunto é futebol, costuma-se dizer que no Brasil existem 180 milhões de técnicos. Hoje, depois dos resultados do primeiro turno das Eleições, fiquei com a sensação de que também existem algumas centenas de analistas políticos - o que é extremamente saudável (uma volta pelo Technorati e por blogs como o Querido Leitor mostra isso).

No trabalho, a conversa girou em torno dos votos de ontem. Primeiro, para saber quem conseguiu eleger seus candidatos, e depois, para compreender os resultados para presidente e para o governo de Santa Catarina. Uma das teses discutidas para a chegada de Geraldo Alckmin ao segundo turno diz respeito aos eleitores decepcionados com Lula, que cogitavam o voto em Heloísa Helena e mudaram sua decisão em frente à urna eletrônica. Outros avaliaram que o fato de Lula não ir ao debate da Globo possa ter influenciado no resultado.

Para o segundo turno, há uma divisão de opiniões quanto ao provável vencedor. Há quem acredite numa vitória de Lula, mas também há os que pesam a “arrancada” de Alckmin como indicativo de um certo favoritismo do candidato tucano. Mas as duas avaliações passam por duas dúvidas:

1 - Em quem os eleitores de Heloísa Helena vão votar no dia 29?

2 - O papel do governador reeleito de Minas Gerais, Aécio Neves, está sendo superestimado ou tem mesmo todo esse peso que dizem ter para decidir a eleição?

No âmbito estadual, a disputa entre Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e Esperidião Amin (PP) não chegou a empolgar as discussões. Todas as posições parecem bem centradas, inclusive com declarações de voto nulo por incompatibilidade total com os candidatos e suas propostas. De resto, a disputa para o governo do Estado, até em função das alianças que começam a ser construídas para o dia 29, é uma grande incógnita.

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Um comentário:

  1. 1) A Eliane Catanhede acredita que os votos de HH vão para Lula e os de Buarque para o Alckmin (que inclusive já cogita apoiar formalmente o tucano). Eu acho que os indignados do P-SOL estão mais para Alckmin do que para Lula - por estarem tão quanto indignados com essa corrupção deslavada. O eleitores do P-SOL também podem optar por anular o voto, seria mais simples.

    2) Fiquei pensando sobre o Aécio. Por mais que o Alckmin queira colar nele, pensa bem: com o Lula ganhando, abre-se uma porteira para que Aécio chega o natural candidato do PSDB para 2010. Com o Alckmin ganhando, fica mais difícil pois é claro que o tucano vai querer se reeleger em 2010. Junte isso ao fato de os mineiros terem optado pelo voto Lulécio (Lula + Aécio).

    Enfim, ótimos pontos para iniciar uma discussão.

    Abraço Alexandre e nos vemos talvez na Futurecom.

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