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quarta-feira, 16 de agosto de 2006

GNR, de Portugal, regrava Roberto Carlos

Quem é fã da fase-Jovem Guarda de Roberto Carlos aguarda ansioso o dia em que ele vai deixar de lado suas superstições para cantar novamente “Quero que vá tudo pro inferno”, um dos seus maiores sucessos e uma de suas melhores parcerias com Erasmo Carlos (o refrão-desabafo é insuperável até hoje). Enquanto esse dia não chega, “Quero que vá tudo pro inferno” vai muito bem, obrigado, nas paradas de sucesso de Portugal, graças à regravação feita pelo GNR (Grupo Novo Rock), um dos mais importantes nomes do rock português. “Tocávamos a música vai para dois anos em shows e decidimos gravá-la por corresponder ao período mais ‘roque ande role’ do grande Roberto Carlos”, conta por email ao Coluna Extra, o vocalista Rui Reininho. “Roberto Carlos é bem conhecido e eu cresci com ouvindo músicas como o ‘Calhambeque’, por exemplo”, diz.

“Quero que vá tudo pro inferno” é uma das duas músicas inéditas da coletânea ContinuAcção, lançada em julho como parte das comemorações pelos 25 anos da banda. Para se ter uma idéia do sucesso da regravação do GNR, a música aparece entre as cinco com maior número de downloads na loja iTunes do site da revista portuguesa Blitz, enquanto que o disco está entre os 20 mais vendidos em Portugal. A regravação à Stray Cats, segundo Reininho, ganhou ainda um clipe com referências ao filme Pulp Fiction, incluindo uma citação da famosa cena da dança entre Uma Thurman e John Travolta (não, ainda não está no YouTube).

Essa não é a primeira vez que o GNR grava uma música de um artista brasileiro. Antes, a banda já havia gravado “Canadádá”, de Paulinho Moska. Além disso, conta Reininho, o produtor dos dois últimos álbuns do GNR (Popless e Do Lado dos cisnes) foi o Nilo Romero, que já produziu Cazuza, Kid Abelha, Engenheiros do Hawaii, o próprio Moska, entre outros. Rui Reininho, que do rock brasileiro cita Mutantes, Gang 90, Paralamas do Sucesso e Rentato Russo entre os seus favoritos, lembra que a banda teve o disco Psicopátria lançado no Brasil na década de 80 e chegou a fazer shows no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Dica: A regravação de “Quero que vá tudo pro inferno” ainda não está disponível para audição no site oficial da banda. Mas lá, além de conhecer mais detalhes sobre a trajetória do GNR - inclusive de onde vem esse nome -, também é possível acessar os discos e ouvir trechos das músicas lançadas ao longo dos 25 anos da banda.
Atualizado às 23h15min: A produção do GNR avisa que, enquanto o novo site da banda não é lançado, trechos das músicas do disco ContinuAcção, “Quero que vá tudo pro inferno” inclusive, estão disponíveis neste link.

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