Dobradinha - Coluna Extra

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sábado, 26 de agosto de 2006

Dobradinha

Duas situações pelas quais passei neste sábado.
Cabos eleitorais

O almoço estava quase pronto, mas assim mesmo resolvi ir ao banco sacar dinheiro para não precisar ir à tarde (antes de seguir para o jogo do Avaí). No momento em que abria o portão para sair com o carro, fui abordado por um casal. O marido se apresenta, enquanto a esposa, calada, segura um bloquinho. “Putz, logo agora”, pensei. Eram cabos eleitorais de um candidato no qual em “templo” algum eu votaria. O marido me pergunta o que meu bairro mais precisa no momento. Resposta óbvia: mais segurança. E antes que ele tentasse me convencer que o candidato dele vai trabalhar (?) para solucionar esse problema, com toda educação, tomei as rédeas da conversa. E fiz comentários com citações de episódios recentes envolvendo políticos do mesmo partido do tal candidato. Funcionou.

- Esse é o panfleto do candidato. Quando puder, o senhor dá uma lida. Obrigado e bom dia.
Flanelinhas

Depois de quase uma hora na fila, cheguei finalmente ao trecho de acesso ao Estádio da Ressacada para assistir a partida entre Avaí e Coritiba (o resultado deixa pra lá...). E logo na entrada, um susto: a rua estava praticamente fechada por uma multidão de flanelinhas. Esse é um problema que os torcedores do Avaí enfretam há muito tempo. Mas hoje estava além de todos os limites (se é que tem algum limite para intimidação). Os carros passavam e eram cercados por uns dez flanelinhas. E a confusão era tanta que eles simplesmente bloquearam a entrada do estacionamento oficial do Avaí, onde eu pretendia deixar meu carro. Acabei dando uma volta no estádio e fazendo alguns contornos pelas ruas secundárias para chegar novamente na entrada do estacionamento. Consegui. E depois de estacionar meu carro, quando me encaminhava para o estádio, vi todos os flanelinhas em disparada e atrás deles dois policiais rodoviários aos berros:

- Vocês têm que respeitar as pessoas, vocês têm que respeitar as pessoas.

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