Pós-fiasco - Coluna Extra

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segunda-feira, 3 de julho de 2006

Pós-fiasco

Ontem, voltei à realidade e fui no estádio da Ressacada para ver o Avaí vencer o Joinville por 2 a 0 e conquistar a segunda vaga de Santa Catarina para a Copa do Brasil em 2007. E como eu previa, os cerca de 4 mil torcedores do Avaí que estiveram lá, levaram também toda a frustração com o fiasco de sábado do Brasil (ou do time da CBF) diante da França. Diria até que surgiram novas gírias no futebol brasileiro. Ouvi coisas do tipo “cruza essa bola direito, Cafu” (para reclamar do cruzamento errado do lateral direito) ou “vai na bola, seu Ronaldo” (para cobrar empenho do atacante) ou ainda “tira esse cara, Parreira” (para cobrar atitude do técnico).

Hoje, fui pagar uma conta no banco oficial dos medalhões (Santander-Banespa) e fui obrigado a sentar entre dois cartazes - quase em tamanho natural - do Ronaldo Gorducho (rolou Photoshop ou é foto de arquivo?). Fiquei com vontade de rabiscar alguns comentários. Eu sei que a derrota para a França pegou muita gente desprevenida. De qualquer forma, não custava nada tirar a decoração da Copa dos estabelecimentos, ainda mais nesse caso que mostra os jogadores mais polêmicos da farsa brasileira, como Ronaldo, Cafu, Roberto Carlos e Ronaldinho Gaúcho. Robinho e Kaká também são garotos-propaganda do banco, mas eu não os coloco no mesmo barco. Aliás, eu excluiria Kaká de qualquer lista de decepção. Logo no começo da Copa, ele teve uma postura de liderança e foi um dos poucos que fez cobranças públicas dos demais colegas (especialmente o fixo Ronaldo Gorducho) e não duvido que tenha sofrido algum tipo de restrição ou cobrança da “máfia dos medalhões”, o que deve ter influenciado no seu desempenho dentro de campo.

Um comentário:

  1. “máfia dos medalhões” é um termo excelente para essa turma... Viu o Roberto Carlos mandando o Juninho sair de uma bola, em uma cobrança de falta?

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