7 notas # 17 - Coluna Extra

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segunda-feira, 24 de outubro de 2005

7 notas # 17

Afinado com “Very best of”, coletânea de Elvis Costello!

O bom e velho Elvis...Costello
O cantor e compositor Elvis Costello faz seu último show no Brasil, nesta quarta-feira (26), em São Paulo. Antes, Costello tocou no Tim Festival (domingo no Rio de Janeiro e terça-feira, em Belo Horizonte). Autor de sucessos como “Veronica”, “Alisson”, “Oliver’s army” e “Pump it” e intérprete de “She” (tema do filme Notting Hill, com Julia Roberts e Hugh Grant), Costello costuma de ser alvo de discussões entre os apreciadores de música. Há quem o considera gênio e quem simplesmente não o considere assim tão relevante. De todo o modo, como digno representante da new-wave, onde surgiu nos anos 80, Elvis Costello mantém fiel à sua proposta de misturar elemenos diversos em suas canções, tendo o rock como fio condutor. Isso, é claro, quando ele não embarca em parcerias como a que manteve com o compositor Burt Barcarah (autor de sucessos do cinema, como “Raindrops keep falling on my head”, entre outros) ou se aventura como um aplicado crooner de jazz.

Skank na onda
Florianópolis é mais uma vez a capital do surf com a realização de dois campeonatos, o Onbong WQS e o Nova Schin Festival WCT. E para marcar o encerramento da etapa do WCT, o Skank sobe ao palco do Lagoa Iate Clube, no dia 1º de novembro, com o show da turnê Cosmotron, que será apresentado pela primeira vez em Florianópolis - o que é estranho, já que a coletânea Radiola, com a cover “Vamos fugir”, lançada no ano passado, meio que atropelou o embalo do ótimo Cosmotron, de 2003, que ainda tinha fôlego para ir mais além nas rádios e não estacionar no mega-hit “Vou deixar”. Estratégias mercadológicas à parte, o show do Skank em Florianópolis será aberto por uma jam-session comandada pelo surfista norte-americano Tom Curren, música nos horas-vagas.

Os Pororocas
E nessa onda do surf, que tal conhecer uma banda nova, formada por veteranos do rock brasileiro que se divertem com canções como “Surfista argentino”? Os ex-Miquinhos Amestrados Selvagem Big Abreu, Bob Gallo, Guilherme Hully Gully, Leandro Verdeal (autor do clássico “Popstar”, regravada por Lulu Santos no seu disco mais recente), mais Dodô Ferreira (baixista que acompanhou os Miquinhos por muito tempo) estão juntos novamente, desta vez fazendo graça com a banda Os Pororocas. A página da banda na internet ainda não tem muitas informações, mas há vídeos de apresentações do quinteto para download grátis, onde já dá para sacar qual é a onda dos Pororocas: surf music com muito humor (nas letras e no figurino). E para a piada ficar completa, com exceção de Hully Gully, todos adotaram o mesmo sobrenome: Marola. Eles também estão na onda do Orkut.

Mais do mesmo
Chegou às lojas All That I Am, o novo disco do guitarrista Carlos Santana. E como nos dois discos anteriores, Santana, que “só” toca, não canta, repete a fórmula (no release, a gravadora SonyBMG chama de “tradição”) de reunir vocalistas famosos. Desta vez, além de Michelle Branch, que canta no single “I´m Feeling You”, o disco tem as participações de Will I Am, do Black Eyed Peas, Mary J. Blidge, Big Boi, do Outkast, Sean Paul, Joss Stone, entre outros.

Cansei de ser virtual?
Ao lançar o disco da banda Cansei de Ser Sexy, mais do que um novo disco na praça, é um desafio para a gravadora Trama: como vender um disco de uma banda surgida, famosa e disponível na internet, dentro do site Trama Virtual, mantido pela própria gravadora e da nome ao selo responsável pelo disco? Pelo material de divulgação, a estratégia da Trama começa com um bom slogan: “Cansei de Ser Sexy, a banda que saiu da internet para ganhar o mundo”. E na pré-venda, além de desconto 20%, um CD-R personalizado e uma luva comemorativa de brinde - o que dá uma pista de que do virtual ao “físico” não basta apenas a música.

Tudo volta (tudo mesmo!)
Você lembra do Yahoo, o grupo, que teve relativo sucesso nos anos 90 com “Mordida de amor”, uma versão para “Love bites”, do Def Lepard? Pois o Yahoo voltou... E no novo disco, (no comando do baixista e vocalista Zé Henrique e sem Robertinho do Recife, que saiu logo após o primeiro e grande sucesso), eles repetem a estratégia e apostam em versões de grandes sucessos, como “Não chores” (“Don’t cry”, do Guns’n’Roses) e “Por amor” (“Is this love”, do Whitesnake). Se colar, colou.

Mais música na Cultura
A TV Cultura apresenta no próximo domingo (30), às 22h, o primeiro dos dois programas Disseminando a MPB, apresentado pelo crítico e pesquisador Zuza Homem de Mello. Apesar do nome ruim, o programa promete até pela simplicidade da proposta: reunir nomes da música brasileira e aliar boa conversa com boa música num clima de proximidade e interatividade artista-platéia (que será formada apenas por estudantes de música). No primeiro programa, Zuza recebe os Paralamas do Sucesso. O segundo, previsto para o dia 4 de novembro, terá Adriana Calcanhoto como atração principal. O programa é uma iniciativa da IBM, em comemoração aos cinco anos do festival e-festival IBM. Por isso, além dos nomes já consagrados, o programa também contará com a participação de artistas participantes do festival.

Para envio de sugestões (discos, shows, etc), escreva para agenteinforma@gmail.com, colocando “7 notas” no campo “Assunto”.

Redação e edição: Alexandre Gonçalves

Reprodução permitida, desde que solicitada por email ou nos comentários.

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Um comentário:

  1. Lembrei de uma versão do Yahoo para Wind of Change, dos Scorpions: "Veeento..!"
    Picaretagem do Bem. Se fizerem show aqui, vou assistir (pra garantir vou tomar umas antes)

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