Bronco, aos 76 - Coluna Extra

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terça-feira, 27 de setembro de 2005

Bronco, aos 76

Um domingo qualquer nos anos 80. Entra no ar, na Globo, um novo programa de humor, baseado nas trapalhadas de um extraterrestre chamado Bronco. Entre outras esquisitices, Bronco tomava qualquer líquido com o dedo indicador, para espanto da família que o acolheu.
Essa é a primeira lembrança que tenho do comediante Ronald Golias, que morreu às 5h30min de hoje por insuficiência de múltiplos órgãos, em São Paulo. Da mesma forma que Don Adams divirtia na pele do Agente 86, Golias provocava risos como o Bronco “ET”, o Bronco da Família Trapo (na Record, para quem viu, ou mesmo no remake que a Bandeirantes exibiu nos anos 80) ou o Pacífico, que entrou para a história com o bordão “ô Cride, fala pra mãe”, que os Titãs usaram na música “Televisão”. Mesmo num programa de qualidade duvidosa como A Praça É Nossa, o talento de Golias conseguia arrancar boas gargalhadas, especialmente pelas caras e bocas e pela capacidade singular que ele sempre teve de improvisar e tirar os colegas do “sério”. Quando lembrar de Ronald Golias, sorria. É fácil.

2 comentários:

  1. Sobre o programa do Golias na Globo, reproduzo trecho do texto publicado no Estado de S.Paulo de hoje:
    “Em 1979, protagozinou SuperBronco, criado por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, no ar na Globo em 29 episódios. Ele era um extraterrestre habitante do planeta Work, escalado para investigar a vida na Terra. O programa era uma cópia do seriado norte-americano Mork and Mindy.”

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  2. Vi ao vivo e em preto e branco a Familia Trapo. O melhor episódio foi o da visita do Carlos Imperial. Lembro que sentei no chão de tanto rir. Morava nma csa que alugava quartos e a dona saía no fim de semana, viajava e eu ficava só em frente à TV. Nunca tinha tido oportunidade de ver televisão antes. Na minha cidade, isso não existia (saí de lá na metade dos anos 60). Já o Superbronco foi a pior coisa que o Golias foi obrigado a fazer. Estava engessado pelo pseudo padrão global.

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