Esse Avaí faz coisa! - Coluna Extra

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terça-feira, 19 de julho de 2005

Esse Avaí faz coisa!

Pelo menos por enquanto, a máxima que diz que “o Avaí sempre perde quando atravessa a ponte” perdeu totalmente o sentido. Na sexta-feira, o time ganhou do Gama, lá no Distrito Federal, por 3 a 2. E nesta terça-feira, venceu o Bahia em pleno estádio da Fonte Nova por 3 a 0, todos os gols no primeiro tempo.
Para comemorar esse momento surpreendente do time na série B, reproduzo abaixo um dos textos que escrevi sobre antigos craques do Avaí. Originalmente foram escritos para um livro sobre os 80 anos do Avaí, que por conta da campanha irregular do time na série B em 2003, acabou não saindo.

Zenon: Eterno camisa 10

Zenon está o Avaí assim como Zico está para o Flamengo: é o eterno camisa 10. Mesmo quando teve projeção nacional com Guarani (campeão brasileiro de 1978) ou com o Corinthians (na Democracia Corinthiana, com Sócrates, Casagrande e companhia), ele nunca deixou de ser lembrado pelos torcedores como “o Zenon do Avaí”.
Exímio cobrador de faltas e capaz de lançamentos sempre precisos, Zenon iniciou no Hercílio Luz e em 1973, aos 18 anos, na campanha do título estadual (o primeiro desde o tetracampeonato de 1945) comandou o meio-campo do Avaí ao lado de Balduíno e ajudou Toninho a alcançar a artilharia da competição.
Depois, Zenon participou diretamente da campanha do título de 1975 e em seguida se transferiu para o Guarani, onde ao lado de Careca, Renato, Capitão, Bozó e outros conquistou o título de campeão brasileiro de 1978 ao derrotar o Palmeiras, que tinha entre seus craques o velho amigo Toninho.
E assim como o Avaí não esquece de Zenon, Zenon não esquece do Avaí. Em uma entrevista ao ser perguntado sobre qual a seleção dele de todos os tempos, Zenon, com a categoria de sempre, fez um lançamento preciso: “Não vou escalar uma seleção. Quero homenagear o querido time do Avaí, campeão catarinense de 1975. Eu tinha apenas 20 anos e foi uma equipe marcante: Danilo, Souza, Maneca, Veneza e Orivaldo, Lorival, Balduíno e Zenon, Ademir, Juti e João Carlos”.

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