Romeu e Julieta - Coluna Extra

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domingo, 20 de março de 2005

Romeu e Julieta

Isso sim é um lançamento preciso, tipo Gerson para Pelé na Copa de 70.
No fim-de-semana do clássico Corinthians e Palmeiras, entrou em cartaz em todo o Brasil o filme “O casamento de Romeu e Julieta”, de Bruno Barreto, que narra o amor (quase) impossível entre um corintiano e uma palmeirense.
Ao coincidir o lançamento a realizadão do jogo, os produtores fizeram um grande jogada, com um bom gancho garantindo uma boa exposição e divulgação para o filme. Luana Piovani, a Julieta do filme, esteve até na cabine da Globo no intervalo da transmissão da partida. Pela manhã, no Esporte Especular, uma matéria mostrou casal semelhante ao filme (ele é torcedor do Timão e ela, torcedora do Verdão) e entrevistou diretor e elenco.
Não sei ainda se vou assistir no cinema ou esperar sair em DVD. Desconfio que seja um bom filme, mas, ao mesmo tempo, acho que Bruno Barreto esteja seguindo um caminho do “cinema seguro” especialmente na escolha dos temas de seus filmes mais recentes:
- Para falar da ditadura, “O que é isso, companheiro?”, certamente o livro mais “famoso” sobre os anos de chumbo.
- Para um filme sobre uma professora americana que dá aulas de inglês no Brasil, usar o nome “Bossanova” (com imagens do Rio de Janeiro) me pareceu um tentativa óbvia de chamar a atenção do público estrangeiro.
- E agora, um filme sobre a paixão exacerbada dos brasileiros pelo futebol, que é o caso de “O casamento de Romeu e Julieta” (além do futebol, o clássico conflito amoroso de Shakespeare!!!).
Vou torcer que o filme seja tão bom quanto a estratégia de lançamento. E também que o resultado final não seja a comprovação de que, mesmo com o sucesso de filmes como “Auto da Compadecida”, “O homem que copiava”, “Abril despedaçado”, “Bicho de sete cabeças” e “Cidade de Deus”, onde não falta criatividade nem originalidade, um diretor com a bagagem de Bruno Barreto prefira a obviedade como pontapé inicial de seus filmes. Assista e tire suas conclusões.

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