Entre o moderno e o tosco - Coluna Extra

Primeiro Digital - o blog do jornalista Alexandre Gonçalves

Destaques do site Farol Reportagem

Destaques do Laranjas - A verdade até as primeiras consequências

terça-feira, 25 de janeiro de 2005

Entre o moderno e o tosco

Passei por uma experiência interessante na semana passada por conta de umas pendengas financeiras com a Prefeitura Municipal de Florianópolis. Uma experiência com saldo positivo (resolvi o que tinha que ser resolvido), mas não pude deixar de notar o contraste entre duas repartições.
Primeiro, fui ao Pró-Cidadão, no Calçadão da Felipe Schmitd. Fiquei surpreso com o local. Tudo certinho, bem organizado, funcionários uniformizados, equipe de supervisores de plantão, enfim, um ambiente bem diferente de quando o atendimento era no prédio da secretaria de Finanças. Peguei minha senha, fui atendido, resolvi parte do meu problema.
A outra parte teria que resolver num lugar chamado Executivo Fiscal, que fica num casario antigo na Conselheiro Mafra, em frente à Galeria Jaqueline. Peguei uma senha, entrei na sala de atendimento e já reparei no contraste com o ambiente do Pró-Cidadão. A chamada da senha é no grito e não eletrônica. A disposição dos móveis e dos computadores é meio nas coxas (noutra sala de espera, há cadeiras empilhadas num canto).
Mas tudo bem. O que me surpreendeu mesmo foi um buraco no teto, por onde passavam uns quatro fios de arame. Para que serve aquilo, pensei. Nisso, desce uma caixa de metal com um prendedor na ponta segurando uma pilha de papéis. Entendi. Em vez do setores ficarem no mesmo andar, um sistema criativo ajuda no transporte e troca de papéis. Tosco, mas funcional.
Mas a tosqueira mesmo foi ver que o buraco também serve para comunicação oral. Vi, mais de uma vez, uma das atendentes se dirigir até o buraco e berrar coisas do tipo:
- O Fulano, a impressora tá ligada?
Na hora me lembrei daquele personagem do Jô Soares que atendia os clientes pelo telefone e para conferir se a loja tinha a mercadoria soltava um “ô Valdir”. E pensei também que poderia ser pior: um telefone de copo plástico, como aqueles que a gente faz quando é criança, por exemplo (eles poderiam aproveitar os fios esticados do teto ao chão). Para observar tudo isso, fica óbvio que passei algumas horas no Executivo Fiscal, esperando. Mas ainda que o ambiente possa indicar o contrário, o atendimento foi muito eficiente. Muito mesmo, descontado o fator tempo...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário