VNP #2 - Coluna Extra

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quinta-feira, 4 de novembro de 2004

VNP #2

))) Vinil No Prato (((
Lembranças e pequenas crônicas sobre discos de vinil

# 2 Ano 1 dezembro 2003

Tabus e irmãs... Nos anos 80, outro disco teve um impacto tão forte quanto o do Ultraje a Rigor: Cabeça Dinossauro, dos Titãs. Grandes músicas: “O quê”, “Polícia”, “AA-UU”, “Porrada”, “Homem-Primata”, “Bichos Escrotos”, entre outras. Pedi o disco de presente lá em casa. Só não contava com o "espírito de porco" de uma das minhas irmãs que, por alguma besteira que eu havia dito para ela, fez campanha contra o disco para os meus pais: “Esse disco tem música que fala mal da igreja, de Deus”. Pronto, para os pais católicos que tentavam convencer o filho adolescente a ir mais à missa era a heresia suprema. Fiquei sem o disco (mas também não voltei a freqüentar a igreja!!!).

Volto a ter 15 anos... Sem Cabeça Dinossauro, escolhi um outro disco para ganhar: Vivendo e Não Aprendendo, do Ira!. Só para dizer o mínimo: acabei encontrando a minha banda brasileira preferida. Ouvir “Envelheço na Cidade”, “Dias de Luta”, “Vitrine Viva”, e, especialmente, “XV Anos”, me fizeram mergulhar ainda mais no mundo da música e a compreender melhor algumas coisas na vida. Sério! Um verso como “quando me sinto assim, volto a ter quinze anos / começando tudo de novo vou me apanhar sorrindo”, não se ouve toda hora. E hoje, aos 30 anos, esse sentimento de volta, tem um peso importante para ir adiante. Vinil No Prato é parte disso.

Ele sempre vem... Não é o Papai Noel nem o décimo-terceiro, mas sempre vem em dezembro. Adivinha quem é? Fácil, o disco-de-fim-de-ano do Roberto Carlos. O de 2003 já está nas lojas desde o início do mês. Isso me fez lembrar do primeiro vinil do rei que ouvi na vida. Infelizmente já peguei a fase mais-ou-menos, pós-jovem-guarda e pós-quero-ser-Tim-Maia. Meu pai trouxe o disco de presente para minha mãe, na volta de uma viagem à Tubarão (SC). O disco é 1979 e tem a clássica “Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo”, “Abandono”, ”Na Paz do Seu Sorriso”, “O Ano Passado”, entre outras. P.S.: Acabei de assistir Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa, terceiro filme do rei, lançado no final dos anos 60. Divertido e curioso.

Os bons tempos do vinil... “Ainda lembro quando recebi como presente de aniversário de dez anos, a quantia em dinheiro suficiente para comprar meu primeiro disco de vinil. Lá fui eu pela Praça XV em direção ao Calçadão da Felipe, onde em meados de 1983 havia uma loja (acho que era a Brunetti Discos). Após mais de uma hora de “pesquisa”, escolhi um grupo chamado Musical Youth, eram uns negrinhos pré-adolescentes que tocavam um reggae-pop, a música hit do disco se chamava “Pass the Dutie”. Este foi o primeiro de mais de uma centena de discos de vinil que eu viria a adquirir, colecionar e cultuar nos anos seguintes.” (Marcello Tonelli, empresário, proprietário da Cachaçaria Açoriana, em Florianópolis).

(Textos originalmente escritos para o blog Vinil No Prato, que saiu do ar depois de trocentas tentativas de acesso ao Blogger-Globo.com. O blog se foi, a idéia ficou...)

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