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quinta-feira, 30 de setembro de 2004

VNP # 1

))) Vinil No Prato (((
Lembranças e pequenas crônicas sobre discos de vinil

# 1 Ano 1 - Novembro 2003


O primeiro disco... Até meados da década de 1980, todos os discos que escutava ou eram do meu pai ou da minha irmã mais velha. Só entre 1984 e 1985, quando comecei a me interessar ainda mais por música, no auge do rock brasileiro, é que comecei a querer os meus discos de vinil. Tinha 12 anos. O clima da época era propício: Blitz, Armação Ilimitada, Rock in Rio... E aí, no dia 23 de dezembro de 1985 ganhei meu primeiro disco, como presente de Natal. Comprado na Fabi Discos, do ARS: Nós Vamos Invadir Sua Praia, do Ultraje a Rigor, o melhor disco daquela década e até hoje um dos melhores da história do rock nacional.

Marylou arranhada... A empolgação com o disco era grande. A maioria das músicas tocava nas rádios. "Ciúme", "Rebelde Sem Causa", "Inútil", "Independente Futebol Clube" (minha preferida). Quem não lembra? E para ajudar na curtição, naquele mesmo Natal, meu pai ganhou um 3x1 animalesco da Philips (que na época fazia festa por causa dos 100 milhões de televisores vendidos - tem um disco com o jingle da campanha). Ótimo motivo para colocar o meu disco e testar aquelas caixas gigantes, comparando com aquela vitrolinha de outros tempos. Só que na estréia do som e do disco, uma derrapada provocou um acidente de grandes proporções. Ao levantar a agulha para mudar de música, acabei arranhando o trecho do solo de "Marylou". Pior, na manobra mal executada, quebrei a agulha de diamante! Até que meu pai resolvesse comprar um nova agulha - muito cara - passaram-se uns bons muitos meses.

O disco das cabeças... "1973. Minha mãe vinha com um embrulho nos braços, formato de disco de vinil. Era meu aniversário de seis anos. Ela perguntou: adivinha o que é?. E eu acertei na bucha: o disco do Secos e Molhados! O famoso disco das cabeças na mesa. Não lembro exatamente daquela primeira audição, mas se revirar minha memória em alguma regressão, deve estar tudo lá. A revolução que ainda hoje não estancou, as letras fantásticas, a mistura de literatura lusitana, jazz, rock, e temas latinos. Coisa de gênio, um impacto dilacerante, que abriu passagem para muitas outras coisas, como nunca mais o Brasil veria novamente." (Marlon Aseff, jornalista, Florianópolis).

Na lembrança... "Rá, rá, 'brigado. Como 'cês sabem, nós estamos gravando um disco que vai sair em maio, mais tardar começou de junho. E tem uma música que tem tido uma participação superlegal da platéia. Então, a gente resolveu gravar essa música ao vivo. Vamos tocá-la três vezes hoje. A música chama-se "Independente Futebol Clube". Vamo lá: um, dois, três..." (Falatório do vocalista Roger Moreira, que serve de introdução da música "Independente Futebol Clube", faixa que encerra o disco Nós Vamos Invadir Sua Praia).

(Textos originalmente escritos para o blog Vinil No Prato, que saiu do ar depois de trocentas tentativas de acesso ao Blogger-Globo.com. O blog se foi, a idéia ficou...)

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