quinta-feira, 23 de maio de 2013

Virando a folhinha: 9 anos de Coluna Extra

Hoje, dia 23 de maio, o Coluna Extra completa 9 anos de existência. Os amigos que acompanham o blog há mais tempo sabem da importância que este humilde espaço teve e tem na minha vida profissional. O Coluna Extra foi o ponto de partida de uma nova carreira profissional, quando comecei a migrar do meio revista para o meio internet.

Se vivo hoje momento profissional especial, como gerente de produtos de internet do Grupo RIC, devo isso ao fato de ter virado blogueiro lá em 2004, oficialmente, depois de alguns ensaios dois ou três anos antes. Abrir o blog me levou a estudar por conta própria, a experimentar ideias e ferramentas e a desenvolver rotinas de produção e gestão de conteúdo, além de aprender a desenvolver produtos web - do meu Rock SC ao RIC Mais.

Atualmente, o blog é menos laboratório de jornalismo online. Segue mais a ideia original que era para ser um cantinho extra para eu escrever sobre música, cinema, TV, humor e outras bobagens que não cabia na minha rotina de trabalho na época. O tempo que sobra hoje para atualizar o blog é pouco, mas, ainda assim, me divirto, procuro caprichar nas postagens. :)

Ilustro a data com a nuvem de tags abaixo que exibe 2.000 palavras tiradas aqui do blog. Junto, vai também um muito obrigado tão grande quanto a nuvem a todos que de uma forma ou de outra serviram de motivação para que eu continuasse com o Coluna Extra ao longo destes 9 anos. Vamos em frente.

sábado, 18 de maio de 2013

A condição humana de Guilherme Arantes

Taí um dos grandes baratos para quem, como eu, gosta de música: descobrir, redescobrir ou, mais do que isso, compreender melhor a obra de um músico que você dava pouca ou nenhuma atenção quando mais novo. Posso citar Zé Rodrix, Zé Ramalho, Lô Borges, Erasmo... Leva um tempo, mas motivado por regravações de novos artistas, reaparições na mídia ou novos lançamentos, a gente recupera o tempo perdido.

E nesse momento, Guilherme Arantes é a bola da vez agora que ele lançou Condição humana, seu disco de inéditas em. Ainda que "Meu mundo e nada mais" seja uma das minhas músicas preferidas, lá nos anos 80, sempre tive dificuldade de encaixar Guilherme nas minhas playlists. Não era um nome que frequentava minhas fitas cassete. A dificuldade vinha do fato de não compreender ao certo onde ele estava: no pop ou na MPB?

A confusão talvez tenha surgido pelo fato de artistas como Elis Regina e Maria Bethânia terem gravado músicas dele ("Aprendendo a jogar" e "Brincar de viver", respectivamente). Ao mesmo tempo, além de baladas como "Meu mundo...", ele lançava coisas como "Deixa chover" ou "Lance legal", que o aproximavam, por exemplo, da música que Rita Lee fazia.

Mas hoje, ouvindo as músicas novas, as músicas antigas e assistindo entrevistas como a que ele concedeu para a MTV (assista abaixo), é impossível não reconhecer Guilherme Arantes como um compositor impecável, inquieto, criativo e caprichoso ao extremo também nos arranjos. É pop, é rock, é folk, é MPB... Está no pen-drive, certamente.

Se quiser embarcar nessa viagem ao planeta Guilherme Arantes comece assistindo a entrevista que ele deu para a MTV. Vai ajudar a entender a concepção de Condição humana (Sobre o tempo), que está logo abaixo, completo para ouvir.



Ouça Condição humana.



E para ouvir toda a obra de Guilherme, acesso o canal que ele mantém no SoundCloud: www.soundcloud.com/guilhermearantesoficial. Está tudo lá. Do disco da banda dele nos anos 70 (a Moto Perpértuo) aos compactos lançados no início dos anos 80.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Superlikes

Via LikeCool, o botão de curtir do Facebook na versão super-heróis, criação do artista gráfico Jaime Calderón. A galeria completa está no site Character Design Served.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Cortina de fumaça

Eis uma provocação para os amigos que trabalham com assessoria de comunicação: por que em determinados segmentos, a estratégia de comunicação parece ser gerenciada por um ninja, aquele que cria a cortina de fumaça e desvia o foco, a atenção para outro fato com relevância quase zero? É mais do que um factóide para aparecer na mídia. É uma ação para desviar o olhar em vez de informar ou se comunicar olho no olho - o que me parece uma atitude pouco eficaz.

Vejo muito isso no futebol. Clube chama coletiva ou usa seus canais para divulgar supostas “grandes novidades” ao mesmo tempo em que cala sobre algo realmente importante. Por outro lado, ainda em relação à mídia esportiva, vejo que alguns colegas da reportagem compram o peixe que o ninja do clube lhe oferece, deixando de lado um olhar mais apurado e mais desconfiado para enxergar além da cortina de fumaça.

Será que isso um dia muda?

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Drexler na Ilha

por Linete Martins

É preciso “amar la trama más que al desenlace” para viver com intensidade. Esse forte (mas sutil) pulsar, que deixa a vida mais linda e rara, foi o ingrediente latino na noite de sexta-feira (10), no show que o uruguaio Jorge Drexler arrebatou a platéia presente no Teatro Ademir Rosa, em Florianópolis. Talvez pensando em “sin esperar que algo pase”, o artista deixa que todos vejam como é estar em um lugar e apropriar-se do que há de bom. Para depois devolver, em forma de letras e harmonias, e emocionar a gente.

Aqui na Ilha foi assim, em sua breve passagem. Uma foto de braços abertos na ponta de um trapiche, indicando a imensidão do mar, mostra um homem simples, curtindo o lugar que já conhecia - a imagem foi postada domingo em sua página pessoal no Twitter. Nas águas daqui, já surfou na juventude, como contou na conversa com a platéia, entre uma música e outra.

Assista dois momentos do show, publicados no YouTube.





Jorge Drexler parece ser daqueles que respiram música e, por consequência, fez dela seu ofício, deixando de lado a carreira na medicina. Ficou conhecido internacionalmente após ganhar o Oscar, em 2005, com a canção “Al outro lado del rio” (também no repertório do show). É a melodia que embala as aventuras do então jovem (médico também) Ernesto Che Guevara, na América Latina, no filme
Diários de Motocicleta, dirigido pelo brasileiro Walter Salles. Como nada é perfeito, na festa comercial do cinema norte-americano, a canção foi apresentada na voz do ator-galã espanhol Antônio Banderas. Mas isso já é outra história...

Com a simpatia dos que não se afetam, Jorge Drexler recebeu a mim e mais três jornalistas amigas (Angelita Corrêa, Adriane Canan e Vanessa Pedro), nos bastidores do CIC, logo após a apresentação, a convite da produtora Eveline Orth. Ainda embriagadas pelo lindo show, conversamos “un poco de todo con el”. Sobre seu repertório, sobre as experiências que fez no palco com pesquisa e tecnologia, sobre a Ilha, sobre a Espanha (ele mora em Madri). Brincando e sem parecer que havia ficado praticamente duas horas no palco, cantarolou em francês “La vie en rose” – a vida cor de rosa imortalizada na voz de Edith Piaf. Sim, foi um privilégio para os que estavam ali.

E falou de uma vontade: queria ir a um lugar para ouvir samba. Falamos de algumas possibilidades em Floripa. Por recomendação, achou um bom lugar. Um vídeo postado nesta segunda nas redes sociais mostra ele no Barraco do Neco, na Ponta do Sambaqui. Ao lado de músicos de valor como Luiz Meira, o compositor aparece feliz, ensaiando passos de samba e cantando a bossa nova de João Gilberto: “Rosa, morena / Aonde vais morena Rosa? / Com essa rosa no cabelo e esse andar de moça prosa...”

Asissta ao vídeo.



Como é clean e agradável esse moço, que encantou a gente. Nada de luz de farol sobre ele. O seu brilho é elegante, onde sobressai o talento. Como a iluminação bonita e delicada – às vezes quase intimista - no palco do CIC na sexta-feira. Pensei nas palavras da Vanessa Pedro, dias atrás. Que a leveza necessita de um lugar.

domingo, 12 de maio de 2013

Não foi tempo perdido

Para quem leu as edições da revista Bizz entre 85 e 90, com várias reportagens sobre as origens da Legião Urbana e sobre o tal rock de Brasília, Somos tão jovens não traz grandes novidades. Incomoda um pouco o fato de ser uma cinebiografia autorizada pela família de Renato Russo e por Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, guitarrista e baterista da banda, respectivamente. Nesses casos, as licenças poéticas ficam sempre sob suspeita. O baixista Renato Rocha, por exemplo, expulso da banda depois do disco Que país é este? é ignorado pelo filme.

Mas o lado bom desse tipo de filme - preservar a obra de um grande artista - compensa.

Depois de tantas coletâneas caça-níquel, tributos tortos (isso, por exemplo, é uma merda), um cata-espólio sem precedentes, ganhamos um motivo novo, diferente, inspirador para ouvir e tocar Legião no carro, em casa, na reunião da turma do colégio, no luau...

Faltou um capricho maior na escolha do elenco jovem que forma as bandas que surgiram no embalo do Aborto Elétrico. Todos muito fracos, inexpressivos com exceção ao que interpreta o baterista Fê Lemos. Mas ok, não foi tempo perdido...

Assista ao trailer.



Agora é esperar pelo filme Faroeste Caboclo, baseado na música de Renato e que estreia dia 30 de maio. Promete.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

A “reportagem” definitiva sobre redes sociais

O grupo de humor Hermes e Renato voltou para a MTV este ano mais afiado do que nunca naquilo que faz de melhor: humor escrachado e desbocado elevado à décima potência. Ou você gosta ou você não gosta. Eu gosto. Alguém tem que sair do script de vez em quando.

Exemplo disso é o Documento Trololó (a versão Hermes e Renato para o Documento Especial da extinta rede Manchete) sobre as redes sociais. “Fazer uma socialzinha na web nunca esteve tão em voga. Mas qual o limite de trocar informações ou tirar uma ondinha? Postar uma foto ou fazer papel de ridículo, babaca e narcisistas?”. Para responder a essas e outras perguntas, o Documento Trololó conta a história de usuários como Keila, “vítima de suas próprias bolações frustrativas”.


Assista, curta, compartilhe... Se não der uma risada, procure um médico. :)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

As boas novas do Fleetwood Mac

Depois de David Bowie, com The Next Day, quem também voltou a lançar músicas novas após dez anos de recesso foi a Fleetwood Mac, banda formanda nos anos 60, famosa mundialmente pelo disco Rumours (de 1977, com clássicos como “Dreams”, “Don't stop”, “Go your own way, “You make loving fun”...) e pelas histórias a respeito do relacionamento conflituoso entre seus integrantes (a formação da banda incluía dois casais e na época de Rumours o clima estava ruim em ambos).

Na última terça-feira, dia 30, sem muito alarde, a banda lançou no iTunes Extended Play, EP com quatro músicas novas: “Sad Angel”, “It takes time”, “Miss Fantasy” e “Without You”.

Ouça “Sad Angel” no player abaixo.



Se quiser ouvir o EP completo, clique no player abaixo.



Ainda no YouTube, os fãs encontram gravações de shows da banda em que são apresentadas pelo menos duas das quatro novas canções: “Sad Angel” e “Without You”. Assista abaixo e confira o clima de celebração entre a banda e o público pelo retorno da sensacional Stevie Nicks e companhia.





E para refrescar a memória, ouça Rumours, completo, direto do YouTube.



Saiba mais sobre Rumours.

Bônus: Ouça “You can't fix this”, a bela parceria de Stevie Nicks e Dave Grohl (Foo Figthers) escrita para o documentário Sound City, produzido e dirigido por ele em homenagem ao estúdio onde foi gravado Rumours, entre outros clássicos.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Um papo sobre o RIC Mais

Estive sábado, dia 27, conversando com os alunos do MBA em Jornalismo: Gestão Editorial, em Florianópolis, promovido pelo Instituto Superior de Comunicação, sob a coordenação do professor Aldo Schmitz. Desta vez, o assunto da conversa foi o RIC Mais, o portal de conteúdo do Grupo RIC, pelo qual sou responsável na condição de gerente de produtos de internet da empresa. Na conversa, dei detalhes sobre o desenvolvimento do portal, das características principais e da rotina de trabalho, além de apontar alguns dos conceitos que norteiam o RIC Mais e boa parte da estratégia do Grupo RIC para o online.

Abaixo, você confere o power-point que serviu de introdução e roteiro para a conversa com os colegas-alunos, a quem agradeço a atenção e o interesse em saber mais sobre este projeto que tanto me orgulho capitanear. E fica o convite: acesse www.ricmais.com.br/sc.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Naquele 25 de abril de 2012...

Fiquei pensando no que escrever sobre o show que Paul McCartney fez em Florianópolis, logo ali, no estádio da Ressacada, há um ano. Fui olhar a tag Paul McCartney em Florianópolis e está tudo lá desse momento inesquecível que compartilhei ao lado da minhas amigas Angelita Corrêa e Linete Martins, parceiras do “projeto” desde o momento em que foi anunciado o show, passando pela abertura das vendas dos ingressos, pela fila gigante para entrar na Ressacada, pelas 3h de show e pela desorganização na saída do estádio.



Reproduzo abaixo um trecho do post que escrevi sobre o show.

Um mestre na arte de respeitar e encantar o público

Se o show do Paul McCartney ontem, no Ressacada Stadium, em Florianópolis, estava bom? Estava ótimo, massa, como disse o próprio. INESQUECÍVEL. Ouvi todas as que eu queria ouvir, em especial “Maybe I’m amazed”, a melhor da carreira-solo do Paul.

Foi um momento histórico, que compartilhei com Angelita Corrêa e Linete Martins, e foi uma alegria passar as 3h dentro da Ressacada ao som do maior artista vivo da música. E mais do que um grande músico, um mestre na arte de respeitar e encantar seu público. Os organizadores poderiam ter sacado isso desde o princípio...

No vídeo abaixo, você pode assistir ao show completo, a partir de uma compilação de gravações feitas por fãs.



E inspirado pela ida ao show, de tão impactante que foi estar lá, escrevi “No caminho (estamos indo)”, música ilustrada no vídeo abaixo com o álbum feito pela Angelita com as fotos tiradas antes e durante o show.



Obrigado, Sir. Volte sempre.